CONTATO - MAPAS ASTROLÓGICOS - CONSULTAS - TERAPIAS

Adalberto Ricardo Pessoa

TELEGRAM - (11) 9-4181-4936 (Vivo)

Email: professor.adalbertopessoa@gmail.com

Minha identificação no Skype: adalberto.pessoa2 (exclusivamente para cursos e terapia à distância)

Consultas de Astrologia (Mapa Astral) e Tarô são realizadas exclusivamente por email.

Terapia Holística (de Aconselhamento), presencial em São Paulo ou à distância, para qualquer lugar do país, via Skype.

Também ofereço Aulas e Cursos à distância por Skype.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Descrição de Serviços Holísticos e Lista de Valores





Link do Canal PROFESSOR ADALBERTO PESSOA, com vídeos didáticos sobre Astrologia, Espiritualidade e Esoterismo

Segue uma lista resumida dos serviços que posso realizar On-line (à distância para todo o BRASIL) ou presencialmente, e os respectivos valores.

1) Terapia Holística (com Florais, uso de Indicações Astrológicos, etc): R$ 180,00 (consulta de uma hora, presencial ou à distância);


2) Mapa Astral Individual (sempre com previsões) : R$ 455,00

3) Revolução Solar e Previsões (tem que ter feito o mapa astral individual COMIGO em alguma época da vida): R$ 320,00

4) Sinastria (Mapa de Casais): R$ 580,00

5) Sinastria de Casais + Mapa Astral Individual com Previsões Anuais de cada par: R$ 650,00

6) Consulta de Tarô (Análise da Vida como um todo, pelo método da Mandala Astrológica): R$ 260,00 (Exclusivamente por email).

7) 01 pergunta de Tarô, usando o método PELADAN (à distância por email): R$ 100,00 - Mais de 01 pergunta objetiva: R$ 140,00

8) Consulta de Astrologia Horária (exclusivamente por email): 01 pergunta objetiva = R$ 100,00 - Mais de uma Pergunta = R$ 140,00

Esses valores são padronizados segundo tabelas de referência referentes a tais serviços, mas seus valores podem ser adaptados para cada caso individual, dependendo do tipo de demanda, planejamento terapêutico ou de aconselhamento e outros fatores. Alguns planos podem resultar em valores reduzidos ou mais acessíveis.

COMO SOLICITAR O SERVIÇO DE MAPA ASTRAL

1) Deve ser preenchido uma ficha com dados como Nome completo, Data, Local e hora de Nascimento, além de outras perguntas que visam confirmar a confiabilidade dos dados fornecidos, especialmente da hora de nascimento.

2) A Ficha a ser preenchida deve ser solicitada pelo email professor.adalbertopessoa@gmail.com - Também forneço a ficha pelo inbox do meu perfil de facebook, no link http://facebook.com/adalbertopessoa

3) O pagamento pode ser feito por depósito bancário (minha conta é pelo banco Itaú) com um sinal de adiantamento (por exemplo, R$ 45,00), para eu começar a trabalhar, e o restante é pago quando o serviço é terminado. O cliente paga a segunda parte (o restante do valor total) e eu envio o serviço completo por email. que consiste em um arquivo resumido de 15 páginas, mais a interpretação totalmente personalizada e completa em arquivo de áudio mp3, incluindo a (1º) interpretação astropsicológica do mapa natal para autoconhecimento, (2º) e as previsões genéricas para a vida toda e (3º) as predições específicas para um ano.

4) O pagamento pode ser feito em cartão de crédito, adiantado, por um link enviado pelo PAGSEGURO do UOL, que deve ser solicitado nos e-mails já informados. No cartão de créditos os valores podem ser parcelados em até três vezes mensais.

5) Seja qual for a forma de pagamento, o prazo de entrega do serviço é de mais ou menos 01 mês, às vezes antes ou um pouco depois, dependendo de outros pedidos e trabalhos que já estejam na frente. Informo que já tenho uma agenda bem apertada de pedidos e compromissos profissionais e não consigo entregar os mapas em prazos muito reduzidos ou emergenciais. Quem tem muita pressa, deve procurar outro Astrólogo.

6) Após o cliente ler e ouvir os arquivos de interpretação, fico à disposição para tirar dúvidas por email ou em horário pré-acordado por Skype (dependendo de disponibilidade de agenda) – no endereço adalberto.pessoa2

7) Meus contatos são: TELEGRAM/WHATSAPP: (11) 9-4181-4936 (Vivo) – Facebook: http://facebook.com/adalbertopessoa Twitter: @AdalbertoPessoa

Então, quem se interessar o primeiro passo é solicitar a ficha de dados astrológicos por email seguindo a instrução 01.


Muito Obrigado.

DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS

Vídeo onde Descrevo DETALHADAMENTE meus Serviços:



Abaixo segue uma breve descrição (por escrito) de cada serviço com esclarecimentos adicionais.

1) TERAPIA HOLÍSTICA:

     I)  Com Florais de Bach, Californianos ou de Minas:

Abordagem de Aconselhamento Presencial ou à distância, com uso de medicações florais alquímicas, preferencialmente para dificuldades afetivas e psíquicas. 

Em minha prática utilizo técnicas complementares de Indicadores Astrológicos (sempre que possível)  e Tarô Terapêutico  (se necessário).

Valor de Casa Consulta: R$ 180,00 (previsão de uma hora de consulta) – Indicável no mínimo duas consultas quinzenais, por mês, porém isso depende da demanda e do planejamento terapêutico.

     II) Terapia de Sincronicidade, Astroterapia  e Tarô Terapêutico 

Técnica de Aconselhamento e Terapia baseada em técnicas Mânticas (Oráculos) complementares como Astrologia ou Tarô, inspiradas na concepção Junguiana de Sincronicidade. 

Dependendo do caso, pode ser indicado o acompanhamento com uso de Alquimia Floral.

Valor de Casa Consulta: R$ 180,00 (previsão de uma hora de consulta)

2) SERVIÇOS DE ASTROLOGIA

     I) Mapa Astral com Previsões para um ano (presencial ou à distância): R$ 455,00

     II) Revolução Solar e Previsões Anuais : R$ 320,00

Recomendável sempre para dois meses antes do Aniversário, embora muita gente prefira pedir essas previsões no final do ano ou mesmo no mês de aniversário.

Esse serviço também costuma ser solicitado quando a pessoa está passando por alguma situação, que requeira aconselhamento e orientação, e para a qual, todas as estratégias e tentativas do indivíduo não deram bons resultados.

Se for a primeira vez, deve ser feito o Mapa Astral com Previsões primeiro, e nos próximos anos, pode-se fazer o Mapa de Revolução Solar e de Previsões.

Recomenda-se solicitar esse serviço UMA VEZ POR ANO, para fins preventivos e para planejamento do Ano ou Ciclo Astral Pessoal.

     III) Sinastria: R$ 650,00 (para Casais, tanto hetero como homossexuais, não importa)

3) CONSULTA DE TARÔ

R$ 260,00 para consulta presencial de uma hora de duração (presencial em Arujá, Guarulhos e São Paulo) ou para consulta à distância (enviada por email). 

A consulta aborda uma interpretação abrangente para questões globais da vida (profissão, amor, dinheiro, etc), e resposta para questões objetivas, pontuais e práticas.

CREDENCIAIS FINAIS:

Todo o trabalho é fundamentado em estudos que podem ser conferidos, em parte, nos textos e artigos desse BLOG. Outras pesquisas são publicadas e atualizadas regularmente.

Parte do Livro A QUINTA FORÇA, que publiquei em 2003 pela Editora DPL, se encontra nesse link: Livro A QUINTA FORÇA

Abaixo, a imagem da Capa do Livro:



Sobre a Terapia de Sincronicidade, possuo uma monografia de Pós-Graduação onde disserto sobre esse conceito no link: Sincronicidade e Realidade Transpsíquica

Minha formação profissional também está divulgada nos currículos postados no BLOG: Currículo de Terapeuta Holístico





Declaro que sou Astrólogo e Terapeuta Holístico Credenciado pelo Sindicato de Terapeutas, sob registro profissional CRT 41163, regularmente habilitado para desempenhar os serviços em questão com qualidade e responsabilidade ética.










domingo, 3 de novembro de 2013

TERAPIAS FLORAIS - ALQUIMIA DO SÉCULO XXI


As terapias florais, começando pelo sistema inglês dos florais de Bach, talvez sejam a forma mais moderna de alquimia disponível na área da saúde holística. Por definição, a alquimia é uma antiga tradição espiritual, um sistema filosófico, místico e especulativo, e uma ciência de interpretar e agir sobre a natureza de modo a desvendar e interferir no processo natural das coisas, no objetivo, não só de alcançar o conhecimento, como também o desenvolvimento da alma.
            A alquimia também pode ser definida como a arte da transformação: o trabalho do alquimista, nesse sentido, é produzir mudanças sucessivas no material em que trabalha, transformando-o de estado grosseiro e bruto, em forma perfeita e purificada. O “material” tanto pode ser algo concreto e palpável, como algo “imaterial” e abstrato, ou mais comumente, as duas coisas ao mesmo tempo.
            Assim, enquanto no âmbito físico, o alquimista – como historicamente se conheceu – tentava transformar metais inferiores em ouro (o que envolvia operações físico-químicas com equipamento de laboratório), análoga e sincronisticamente no âmbito psíquico e espiritual, o “material inferior” trabalhado e o “ouro” produzido podem ser também entendidos como o próprio homem em seu esforço para aperfeiçoar sua natureza, e isso é válido especialmente para a prática da alquimia moderna, realizada por exemplo, nas terapias naturalistas contemporâneas, como as terapias florais ou a homeopatia.
            Desse modo, alquimia verdadeira é uma disciplina que envolve trabalho físico, psicológico e espiritual. O desenvolvimento em um setor deve ser acompanhado de uma evolução paralela no outro setor, e vice-versa. Se retirarmos do contexto qualquer um desses elementos, a verdadeira integridade qualitativa da alquimia é desvirtuada.
            Nesse contexto, em termos modernos, os florais de Bach e sua terapêutica de autoconhecimento encaixam-se perfeitamente no conceito de alquimia, por envolver um método de cura dialética nos terrenos físico, psíquico e espiritual. Além disso, os florais de Bach se coadunam com a concepção da Alquimia como um sistema conceptual que retoma valores que buscam, a partir da natureza e suas leis, caminhos de maior harmonia para o homem.
            Um dos erros mais comuns entre muitos terapeutas florais é lidar com os remédios do Dr. Bach, como se seus mecanismos de funcionamento fossem similares aos dos remédios alopáticos, onde frente a um quadro sintomático (como por exemplo, uma dor de cabeça ou de estômago) basta ao paciente fazer o uso “passivo” do remédio apropriado segundo prescrição médica, esperando que ele (o remédio) elimine o sintoma “doentio”, por sua contra própria.  
            A maioria dos profissionais de saúde holística sabem que essa estratégia de simplesmente erradicar um sintoma doentio – ainda que justificável em diversos tipos de situações – sem eliminar-se as causas profundas da doença (muitas vezes, causas psíquicas e espirituais), apenas permitem que o sintoma “erradicado” se transforme em outra disfunção, talvez, ainda pior, indicando que a cura verdadeira não foi alcançada, e que há algo a ser trabalhado num nível mais latente.
            Segundo meu entendimento isso ocorre quando o terapeuta (floral) se limita, a fazer uma prescrição equivocadamente sintomática dos remédios florais, que em realidade não são medicações alopáticas (situação em que tal procedimento teria aplicação efetiva), mas sim, são essências alquímicas, que abrangem componentes tanto físicos, quanto mentais e espirituais, com ênfase nesse último.
            As essências florais não são, portanto, medicações alopáticas, mas sim, figuram entre os métodos “sutis”, intuitivos e energéticos de cura, semelhantes à homeopatia clássica de Samuel Hahnemann, à medicina antroposófica e à medicina herbácea ou esparígica. Porém os florais de Bach, ainda, não podem ser considerados homeopatia, e nem mesmo, fitoterapia. Como já foi dito, são uma forma moderna de alquimia terapêutica para a alma.
            Para o terapeuta Henrique Vieira Filho, as essências florais são compostos energéticos (os princípios ativos não são químicos – como ocorreria na alopatia – mas, sim eletromagnéticos) de proposta predominantemente preventiva, que atuam através das questões emocionais. A terapeuta Magda Spalding Perez define as essências florais como extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar profundas questões do estado emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do sistema corpo-mente.
            Essas essências foram descobertas pelo médico inglês Dr. Edward Bach, no início do século XX. Bach foi bacharel em medicina, bacharel em cirurgia, diplomado em saúde pública, além de bacteriologista e homeopata de sucesso. Antes de tornar-se homeopata, Bach era um médico ortodoxo comum e trabalhava num grande hospital de Londres. Atuou a princípio como bacteriologista, no início do século XX, e foi muito criticado na época da sua conversão à homeopatia. Porém, os sete nosódios de Bach, que ele apresentou, tornaram-se parte firmemente estabelecida da matéria médica homeopática internacional, e prosperaram. Por outro lado, como foi dito, o seu sistema de medicações florais, não pode ser tecnicamente, no seu sentido exato, denominado como homeopático, embora Bach sentisse ter um elo espiritual com Hipócrates, Paracelso e Hahnemann.


            Assim, em 1930, o Dr. Bach, que possuía 43 anos de idade, renunciou à sua clínica lucrativa de Harley Street, para dedicar os últimos seis anos de sua vida à busca de um método de tratamento mais simples e natural, que não “requeresse a destruição nem a alteração de coisa alguma”. Como não gostava de ministrar remédios comuns, Bach teve a intuição de que existiriam na natureza vários remédios vibracionalmente semelhantes, os quais poderiam duplicar os efeitos dos remédios homeopáticos. A partir daí, ele começou a procurar agentes naturais que tivessem a capacidade de tratar, não a doença já estabelecida, mas seus precursores emocionais.
            Com essa motivação, o Dr. Bach pesquisou e descobriu um sistema de tratamento com remédios que não são alopáticos, nem homeopáticos, e nem fitoterápicos. A melhor definição para os Florais de Bach, então, é a de considerá-los como uma alquimia moderna, um sistema de tratamento que atua diretamente nos campos físico, psicológico e espiritual. Os florais fornecem ferramentas de intervenção, simultaneamente, nos três níveis de realidade.
            Assim, os florais, ou a medicina floral, formou-se como um sistema terapêutico baseado na aplicação do poder sutil de diversas flores para corrigir desequilíbrios físicos e/ou psíquicos. Sabe-se hoje que tal efeito é possível graças à capacidade das essências das flores de penetrar profundamente no delicado terreno vital do corpo humano e de interagir nas áreas anômalas, levando a elas um poderoso substrato energético carregado de cargas vibratórias de alta freqüência. Esse processo terapêutico é realizado através das essências florais, principalmente por meio da terapia pela ingestão oral de remédios florais.
            Os profissionais que se dedicam a esse tipo de tratamento consideram que as essências florais não agem de modo “direto” sobre a doença, seja ela física ou não, mas indiretamente, trabalhando primeiro nos sutis terrenos bioenergéticos. Estas áreas onde agem tais remédios são as formas etéricas da energia cósmica condensada no ser humano e responsáveis por toda a forma e condição do corpo físico. Dependendo do entendimento de cada profissional, esse campo humano de energia é denominado de corpo bioplasmático, campo morfogenético, aura, corpo sutil, perispírito, ou energia Ki, além de outras denominações. Seja como for, diz-se, muito apropriadamente, que qualquer doença, antes de se apresentar no campo orgânico, já existia nesse campo energético vital, sob a forma de uma turbulência que, aprioristicamente, é derivada de um excesso ou de uma carência de modalidade típica de energia, num determinado setor da rede vital. Quando se utiliza uma droga para um tratamento direto qualquer, atinge-se apenas os efeitos periféricos do problema, permanecendo intacta – e às vezes piorada – a entidade mórbida que gerou os sinais e/ou sintomas dos quais o paciente se queixa.
            O tratamento indireto, não apenas através das terapias florais, mas também pela homeopatia, pela acupuntura e pelas demais terapias ditas vitalistas (ou energéticas), como a cromoterapia, as técnicas de cura por imposição de mãos (Cura Prânica, Reiki, etc), a cura psiônica (radiestesia), entre outras, caracteriza-se pela capacidade de cura do próprio organismo, por meio da ação lenta e constante de compostos curativos naturais e pela restauração da distribuição energética ideal.
            Depois da transição (“morte”) de Bach, ocorrida em 1936, seus discípulos e muitos terapeutas obtiveram sucesso no tratamento de padrões crônicos de perturbação emocional e distúrbios de personalidade utilizando os remédios florais. Criou-se o Centro de Cura Dr. Edward Bach, na Inglaterra, que continuou a preparar essências florais de acordo com o sistema descoberto pelo médico. Em várias escolas naturopáticas da Europa e Estados Unidos os remédios florais foram usados de acordo com os critérios mentais e emocionais estabelecidos por Bach.
            Edward Bach foi um dos estudiosos que mais se dedicou ao conhecimento das essências florais e a ele se deve o ressurgimento em maior escala das terapias florais, sendo que o sistema mais conhecido e importante, hoje difundido pelo mundo inteiro, recebe o nome de seu autor, os “Florais de Bach”.
            Embora tenham sido feitos vários tipos de experimentos utilizando diferentes flores encontradas na natureza, somente na década de 70 uma série inteiramente nova de essências florais curativas foi desenvolvida. Assim, em 1979, Richard Katz fundou na Califórnia, Estados Unidos, a Sociedade de Essências Florais (SEF), que proporcionou meios para que pesquisadores e terapeutas da área das essências florais pudessem trocar informações a respeito do uso desses remédios.
            Depois disso foram introduzidas diversas novas essências preparadas a partir de flores nativas da América do Norte (especialmente da Califórnia, onde estava sediada a SEF). Os pesquisadores da SEF publicaram dados a respeito dos diferentes métodos de utilização dos remédios florais de Bach e das novas essências que ficaram conhecidas como essências californianas.
            Com o desenvolvimento dos Florais Californianos, surgiram estudos e, posteriormente, remédios florais em diversas partes do mundo, sendo conhecidas as essências do Alaska, as essências australianas, os florais portugueses, e no Brasil, os Florais de Minas Gerais, os Florais da Amazônia e os novos Florais da Mata Atlântica, bem como o particularíssimo sistema dos Florais Brasileiros de Joel Aleixo, um pesquisador de alquimia.
            Existem disponíveis hoje, nas boas farmácias homeopáticas e de manipulação, centenas de remédios florais, além dos 38 de Bach. No sistema Californiano, por exemplo, constam 103 essências (no início, conheciam-se 90 essências dos Florais da Califórnia). Os Florais de Minas compõem-se de mais de 68 essências. Tudo isso, sem contar com os novos remédios experimentais atualmente em estudo, em todos esses sistemas, além de outras essências que vão sendo descobertas pelo restante do mundo.
            Isso torna a medicina floral um sistema altamente complexo, onde são editados, cada vez mais, grandes manuais e compêndios sobre as técnicas de terapias florais. Isso implica, também, na criação de uma tecnologia de saúde holística, com prognóstico bastante promissor. Essa tecnologia inicia-se com o esforço, bem-sucedido de Bach, de elaborar uma forma de preparar as suas essências florais vibracionais, sem ter que pulverizar a planta e potencializá-la segundo o trabalhoso método homeopático de Hahnemann. As essências são preparadas a partir de infusão solar das flores, no auge de sua floração, em recipientes com água pura, num ambiente saudável e puro, posteriormente diluídas, potencializadas e conservadas em conhaque. A água que contém as flores é a receptora de uma espécie de impressão holográfica das qualidades essenciais da planta. Assim, cada gota expressa a configuração completa arquetípica da planta. 
            Isso implica que a medicina floral não é matéria próxima da prática da medicina clínica convencional, mas antes, ela se aproxima das formas de terapia correlatas à psicoterapia ou às terapias de autoconhecimento, que compreendem o ser humano de um ponto de vista arquetípico, holístico e integral, como a psicologia junguiana. Aqui, entramos em outro aspecto importante do mecanismo de ação da alquimia floral, ou seja, a sua ação psicológica de amplo alcance.
            Bach compreendeu que as doenças são causadas pela desarmonia entre a personalidade física (denominada, na psicologia junguiana, de Ego) e o Eu Superior (denominada de Self, na mesma teoria). Essa desarmonia entre a personalidade física (Ego) e o Eu Superior (Self) reflete-se em determinados tipos de peculiaridades mentais e atitudes presentes no indivíduo. Em linguagem psicológica (junguiana) essa desarmonia é compreendida como uma disfunção, ou melhor ainda, como uma cisão do eixo Ego-Self, ou o elo de comunicação com o interior de nossa Alma. Com isso, criamos uma separação, uma clivagem com o interior do nosso verdadeiro Eu. Semelhante a Jung, Edward Bach considerava essa desarmonia, algo mais importante de ser tratado do que a própria doença manifesta, física ou psiquicamente, até porque esta última é resultante dessa mesma desarmonia, e ao tratá-la, a doença automaticamente é eliminada.
            Bach foi um dos famosos médicos que perceberam a ligação doença-personalidade como provocada por padrões energéticos disfuncionais nos corpos sutis. Ele percebeu o relacionamento energético entre a mente e as qualidades magnéticas dos corpos sutis superiores, onde as faculdades mentais e emocionais que se manifestam através do cérebro e do sistema nervoso físico são produtos dos inputs energéticos provenientes dos corpos etérico, astral e mental, e de corpos energético-espirituais ainda mais sutis (superiores), como os corpos búdico, átmico, monádico e adi (formando um total de sete corpos sutis, energéticos, ou espirituais, tais como os conhecidos pela tradicional ciência esotérica da Teosofia). Graças à capacidade das essências florais atuarem energeticamente sobre esses corpos superiores, seus efeitos acabam atingindo a estrutura física mais densa, por ressonância descendente entre esses corpos mais sutis e a estrutura energética condensada do corpo material biológico.
            Em termos psicológicos, o indivíduo passa a gozar de mais harmonia interior através do aumento no alinhamento da personalidade física (Ego) com as energias psíquicas do Eu Superior (Self), o que redunda em maior paz de espírito e expressão de alegria. Através da correção desses fatores emocionais os pacientes são ajudados a aumentar a vitalidade física e mental, o que contribui para a cura de qualquer doença física.
            Bastante adiantado para a época, Bach descobriu também a ligação entre o estresse e as doenças, várias décadas antes que a maioria dos médicos contemporâneos começasse a se dedicar a essa questão. Isso o aproximou da linha de raciocínio que encontramos na psicossomática, e o distanciou da tendência da medicina analítica de que querer “abafar” os sintomas das doenças com o uso de medicações alopáticas. Isso reforçou a busca de Bach por recursos simples e naturais, para fazer com que as pessoas retornassem a um nível de equilíbrio harmonioso.
Como dissemos, essa busca de uma cura na natureza – uma busca legitimamente semelhante à dos alquimistas tradicionais – acabou levando Bach a descobrir as propriedades curativas das essências florais, e inspirou a criação da ampla variedade de sistemas florais de tratamento, presentes no mundo inteiro.

Referências Bibliográficas

FILHO, Henrique Vieira. Florais de Bach – uma visão mitológica, etimológica e arquetípica. 6ª ed. São Paulo: Ed. Pensamento-Cultrix, 2013.

CAMPOS, Gelse M.; FREITAS, Arlete F. Flores da Terra – Repertório de Florais de todas as partes da Terra. 2ª ed. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2004.

PEREZ, Magda Spalding. Alma das Flores. Pequeno dicionário de essências florais. Sem informações de Editora e ano de publicação.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Histórico do Tarô: Datas e Fatos (Parte 2)


Texto escrito por Adalberto Ricardo Pessoa

Segundo pesquisas recentes de Naiff (2012), todos os historiadores contemporâneos creditam ao período entre 1367 a 1397 (segunda mentade do século XIV) o surgimento das cartas de Tarô, contudo não estabelecem  um ano, local ou cultura definida. Em termos genéricos, a origem documental do tarô é associada ao período renascentista italiano.
Reportando ao que se tem de oficialmente registrado pela história, um monge alemão, chamado Johannes, escreveu em Brefeld, Suíça, uma carta conservada no Museu Britânico, em que comentava que um jogo de carta chegava na sua região no ano de 1377.
Giovanni Coveluzzo, historiador italiano dos finais do século XV, escreveu a história da sua cidade natal Viterbo, relatando que no ano de 1379, chegou do país dos sarracenos (nome que os cristãos da Idade Média e do Renascimento davam aos mulçumanos) um jogo de cartas que eles chamam de “naib”.  
Sabemos também que, em 1387, as cartas eram conhecidas na Espanha, já que se conserva um decreto do Rei Juan I de Castela, proibindo os jogos de dados, xadrez, e cartas, naquela época.
Todos esses eventos se passaram na segunda metade do século XIV, época em que constam os principais registros históricos escritos da origem oficial do Tarô, na Europa de final da Idade Média. O baralho que durante muito tempo foi considerado (erroneamente) o mais antigo, do qual ainda se conservam cartas foi obra do artista francês Jacquemim Gringonneur (ver imagem abaixo), para a coroa francesa, tal como consta nos livros de contabilidade do tesouro do rei Charles VI, em 1392. Mas, pelo exposto nos parágrafos anteriores, há cartas um pouco mais antigas. É muito provável que Gringonneur tenha tido acesso a baralhos italianos, que se perderam em algum momento da história (Pramad, 2008).



            Se existiu um fio condutor entre o antigo Egito e o final da Idade Média, entre as doutrinas e rituais pagãos e o baralho de Gringonneur, esse fio foi o Gnosticismo que, surgindo nas províncias orientais do Império Romano, alimentou-se não só do Cristianismo local (a Alexandria foi o berço da cultura gnóstica no século II d.C.), mas também das doutrinas hindus, caldeias, persas e egípcias, junto com a filosofia da Grécia Clássica e o conhecimento cabalístico hebraico. Com a destruição da grande biblioteca da Alexandria, em dois grandes incêndios, um nas campanhas de César (anos 48-47 a.C.) e outro no ano de 391, pelos cristãos sob o comando do Imperador Teodósio I, O Grande, além da sua destruição total no século XII, pelo emir Amr Ibn Ao, obedecendo ao ignorante e fanático califa Omar, muita informação concreta sobre as origens do Tarô deve ter se perdido.
Com o início do Renascimento e declínio da Igreja, surgem na Itália poderosas famílias donas de terra e do comércio no Oriente, e sob o domínio desses mecenas começam a aparecer vários baralhos, recuperando parte do conhecimento gnóstico.
O baralho mais conhecido dessa época é o Tarô de Visconti-Sforza (ver imagem abaixo), que apareceu em Milão em meados do século XV, provavelmente em 1432, presente de casamento de Francesco Sforza e Blanca Maria Visconti, obra do artista Bonifácio Bempo. Atualmente comercializa-se reproduções desse tarô clássico, com bordas em ouro (ver detalhe na imagem abaixo, desse belo tarô).



 Especula-se que essas belas cartas ornamentadas serviram de modelo para a criação de outro tarô clássico muito popular, que é o Tarô de Marselha (ver imagem abaixo). Praticamente todas as versões clássicas das cartas de tarô são variações desse último. O Tarô de Marselha foi criado por volta de 1471, na cidade de mesmo nome. Ele é composto de 78 cartas, sendo 22 arcanos maiores e 56 menores, e se popularizou a ponto de servir de modelo para praticamente todos os modelos de tarô posteriores. 



Resumindo: É interessante ver a evolução desses tarôs clássicos do período renascentista, começando pelo de Jacquemim Gringonneur (1392, final do século XIV), passando pelo tarô de Viscont-Sforza (1432, primeira metade do século XV), culminando no Tarô de Marselha (1471, segunda metade do século XV) que é o modelo clássico que influencia a produção da maioria dos tarôs modernos de hoje,  e costuma ser o tarô de referência em cursos, estudos e pesquisas, mas ele próprio é baseado em outros tarôs clássicos anteriores. O próprio tarô de Gringonneur pode ser baseado num tarô ainda mais anterior, da renascença italiana.
A partir do século XVII, o tarô foi divulgado com mais vigor na Europa pelos ciganos, que o popularizaram como sistema de adivinhação. Apesar das evidências mostrarem que o tarô já existia na Europa, desde a segunda metade do século XIV, como mostrado acima, foram os ciganos no século XVII que se tornaram responsáveis pela ampla divulgação das cartas de tarô para a população, com fins oraculares. Antes do século XVII, ao que parece, o tarô não era usado para adivinhação, mas era antes uma arte bastante valorizada em fins da Idade Média, e que depois virou um jogo de entretenimento; como arte de adivinhação, o tarô é hoje um oráculo bem recente, embora não menos eficaz do que os oráculos mais antigos do que a Astrologia ou o I-Ching. 
Seja como for, a incursão cigana fez com que o Tarô caísse numa certa clandestinidade, atraindo comentários depreciativos da camada intelectual da época. Essa situação só foi alterada com a intervenção de um erudito ocultista do século XVIII, chamado Court de Gebelin (1728-1784).

(continua na parte 3...)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


NAIFF, Nei. Tarô – simbologia e ocultismo: estudos completos do tarô – volume 1. Rio de Janeiro: Nova Era, 2012.


PRAMAD, Veet. Curso de Tarô e seu uso terapêutico. 3ª Ed. São Paulo: Madras, 2008.


NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô: Uma jornada arquetípica. São Paulo: Cultrix, 2007.


SHARMAN-BURKE, Juliet; GREENE, Liz. O Tarô Mitológico – Uma nova abordagem para a leitura do Tarô. São Paulo: Siciliano, 1988.


WANG, Robert. O Tarô Cabalístico. São Paulo: Pensamento, 1983.


KAPLAN, Stuart R. Tarô Clássico. São Paulo: Pensamento, 1972


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Histórico do Tarô: Documentos, Especulações e Reflexões (Parte 1)


Por Adalberto Ricardo Pessoa

Todos os livros que tratam da história do Tarô destacam o caráter obscuro, vago e controverso de suas origens. Os documentos históricos concretos reportam as origens do Tarô à segunda metade do século XIV, quando teriam sido desenhados ou pintados na Itália, no período renascentista. São referenciados dois baralhos: (1) o Baralho de Carlos VI e (2) o Baralho de Visconti – Sforza (Sharman-Burke & Greene, 1988), entre outros.
Das primeiras cartas de tarô conhecidas e ainda mais antigas – que são, supostamente, as de Jacquemin Gringoneur –  existem apenas dezessete conservadas na Biblioteca Nacional de Paris. Datam de 1392 e foram pintadas pelo artista para a Coroa Francesa. Mesmo os historiadores mais conservadores desconfiam, porém, que as cartas de tarô apareceram bem antes dessa data, porque elas eram proibidas em Florença, Itália, em 1376, pela Igreja Oficial, que as queimou em Praça Pública, depois de condená-las.
O Visconti-Sforza é o baralho completo mais antigo que permaneceu intacto; essas cartas foram pintadas por um artista italiano, Bonifácio Bempo, e autorizado pelo duque de Milão a levarem o nome de sua família. Essas cartas elegantes, algumas das quais podem ser vistas na Biblioteca Pierpont Morgan em Nova Iorque, são pintadas e iluminadas em cores brilhantes sobre um fundo de losangos de ouro sobre vermelho com toques de prata (Nichols, 2007). Há um trabalho moderno (ver imagem abaixo, da carta clássica do Louco no baralho de Visconti-Sforza) de um artista plástico russo chamado A. A. Atanassov, que recuperou produções dessas cartas, em ouro texturizado, disponíveis para comercialização. Essas cartas são produzidas na Itália e estão disponíveis para importação, sendo normalmente compradas por colecionadores de cartas de Tarô, por valores acessíveis.



No âmbito especulativo (para além das provas documentais) a presença de figuras como O Sacerdote ou O Papa e a estética medieval de várias das cartas clássicas ou tradicionais, levou alguns doutos a acreditarem que o tarô seria um oráculo originado na Idade Média Européia. Porém, para os tarólogos ocultistas, o verniz medieval da arte não consegue camuflar com tanta facilidade o fato, de que algumas das imagens não se coadunam com esse simples contexto. Cartas como a Imperatriz e a Sacerdotisa fazem uma referência à Grande Deusa-Mãe, estranha à cultura medieval, enquanto O Carro e a Roda da Fortuna trazem referências artísticas típicas do Egito Antigo. Isso leva esses tarólogos místicos a supor que as raízes do Tarô repousam num passado mais distante, anterior às crenças cristãs transvestidas pelo Renascimento, indo em direção a antigos ensinamentos esotéricos, xamânicos, de mitos pagãos, cabalísticos e egípcios.
Autores mais ousados da tradição hermética saem dos séculos XIV e XV para situarem os primeiros registros ocultos do Tarô por volta de 35 mil anos atrás. Nessa linha encontram-se aqueles que situam a origem do Tarô, primeiro no Antigo Egito, para depois sugerirem que esses símbolos retratam as concepções espirituais de iniciados derivados de um passado ainda mais remoto (da Atlântida e de Mu). Essa versão não é apoiada pelos registros históricos oficiais, e é vista como um exagero pelos tarólogos que seguem escolas mais contemporâneas que abordam o tarô por seus aspectos simbólicos e históricos. Mas, não é, também uma impossibilidade.
A idéia de que o Tarô tenha a sua origem no Antigo Egito, embora não tenha claro apoio documental (histórico), tem certo fundamento quando é feito um estudo comparativo das cartas com temas de Alquimia antiga e Cabala – revelando também alguma influência do povo hebreu, como apontou o filósofo e padre da Igreja Romana, Eliphas Levi. Além disso, o Tarô parece ter relações com a Antiga Arte da Astrologia, que também tem suas origens parcialmente ligadas à cultura Egípcia. Mas, todo esse campo é especulativo e, categoricamente criticado e rejeitado por alguns tarólogos modernos como Naiff (2012).
Voltando ao século XV, a partir dessa época em diante, surgem vários baralhos, sendo o mais conhecido o de “Marselha”, editado modernamente em 1930 por Paul Marteam, com formato e cores mantidos até hoje.
Também no início do século XX, um grupo reconhecido de místicos britânicos denominado The Golden Dawn (Ordem Hermética da Aurora Dourada) realizou um trabalho comparativo das cartas de Tarô com outros sistemas espiritualistas – como a Astrologia, Magia Ritual, a Cabala e a Alquimia – e suas correspondências, e dois membros se destacaram: (1) o cabalista Arthur Edward Waite (em conjunto com a artista Pamela Colman Smith) e seu rival controverso e exótico, (2) o magista Aleister Crowley (em conjunto com a artista  Frieda Harris, que desenhou o seu Tarô  ocultista).
Pamela desenhou sob a orientação de Arthur o Tarô de Waite, um dos mais ricamente simbólicos disponíveis no momento, onde são introduzidos (pela primeira vez) personagens humanos nos 56 Arcanos Menores, o que enriquece seus significados. Baseados neste baralho existem outros elaborados artisticamente, que dão novas interpretações para os arcanos menores, mantendo a simbologia dos maiores. Assim, podemos dizer que Waite fez a sua escola. Pamela Colman foi, historicamente, a primeira mulher a desenhar cartas de tarô, no ano de 1910, em Londres, e isso representou um avanço formidável (Kaplan, 1972, p. 65). Para a época Waite foi revolucionário e mudou radicalmente o conceito de tarô ao desenhar seu próprio baralho (abaixo a carta do Louco no baralho de Waite, com suas diferenças do baralho clássico de Marselha e de Visconti-Sforza).



Porém se Waite foi revolucionário, Crowley foi quase surrealista... Na perspectiva do pesquisador e tarólogo Robert Wang, Crowley foi um típico representante da estética “avant garde” no início do século XX, que pregou que o novo e o chocante era, por definição, melhor que o antigo (Wang, 1983, p. 16). Essa idéia constituiu a base de toda a arte, música e literatura moderna, além dos padrões de comportamento da elite artística de Londres, Paris e Nova York das décadas de 20 e 30. E a arte do Tarô de Crowley se enquadra nessa filosofia, pois suas cartas foram elaboradas tendo como padrão o estilo Cubista, que foi o mais importante e avant garde de todos os estilos de arte moderna durante o seu apogeu no início do século XX até a década de trinta.
Assim há uma diferença conceitual entre o baralho de Crowley e os anteriores, mais clássicos e mesmos mais modernos como o de Waite. A Ordem Dourada (1888-1900) foi criada numa filosofia que reverenciava uma idéia de acordo com a sua antiguidade, e assim seus líderes compreendiam que a história da Ordem remontava a um passado distante, recorrendo então, à estrutura ideológica dos deuses do Egito para firmarem a sua posição. Mesmo o aspecto revolucionário de Waite, se limitava a esse formato. Crowley, por sua vez, dizia que uma Nova Era havia chegado e ele se intitulava o profeta desses novos tempos. Seu tarô foi projetado para o que chamamos de A Era de Aquário, e ele rompe com os tarôs classicistas, com mais audácia do que Waite (abaixo o Louco de Crowley, em estilo cubista, rompendo com os tarôs clássicos, como o de Visconti-Sforza, e mesmo com um tarô mais moderno como o de Waite).



Para quem enfatiza o caráter artístico do Tarô, há a possibilidade de se tornar colecionador havendo no mercado diversas representações belas e inspiradoras, muitas produzidas por artistas plásticos.
Há além do clássico de Marselha e o de Waite (baralho “Rider-Waite Tarô Deck”), os Tarôs Temáticos, como o tarô Bíblico, Cósmico, Namour, Divinatório, do Amor, Mitológico, entre tantos outros.
O tarô mitológico foi criado pela psicóloga e astróloga inglesa Liz Greene, em parceria com Juliet Sharman – Burke, e baseia-se numa moderna leitura arquetípica dos mitos gregos, tendo como pano-de-fundo, a teoria psicológica de Carl Gustav Jung empregada na sua interpretação, compreensão e aprofundamento. Esse trabalho recente, de 1988, quase revolucionário e bastante popularizado, destaca-se por ter conseguido aproximar a linguagem fascinante do Tarô aos conceitos da Psicologia Moderna do Inconsciente. É um marco da escola simbolista de Tarô, através do uso de um tarô transcultural (abaixo, o Louco no tarô psicológico e mitológico de Sharman-Burke).



Essa aproximação entre tarô, mitologia, arquétipos, inconsciente e psicologia tem inspirado profissionais de vanguarda a praticarem o que tem sido denominado Tarô Terapêutico, uma proposta bem recente de uso alternativo do tarô, que vai além do seu uso conhecido como oracular ou divinatório. Por ser uma proposta tão nova, ainda não foi assimilada pelo público em geral. Essa forma moderna que combina oráculo e terapia tem sido pesquisada pelo tarólogo Veet Pramad (Pramad, 2008), e já existem desdobramentos dessa técnica entre tarólogos contemporâneos que estão contribuindo para a construção histórica e amadurecimento profissional da tarologia atual. Sobre esse ponto, pretendo voltar em outro texto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


NAIFF, Nei. Tarô – simbologia e ocultismo: estudos completos do tarô – volume 1. Rio de Janeiro: Nova Era, 2012.

PRAMAD, Veet. Curso de Tarô e seu uso terapêutico. 3ª Ed. São Paulo: Madras, 2008.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô: Uma jornada arquetípica. São Paulo: Cultrix, 2007.

SHARMAN-BURKE, Juliet; GREENE, Liz. O Tarô Mitológico – Uma nova abordagem para a leitura do Tarô. São Paulo: Siciliano, 1988.

WANG, Robert. O Tarô Cabalístico. São Paulo: Pensamento, 1983.

KAPLAN, Stuart R. Tarô Clássico. São Paulo: Pensamento, 1972