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Adalberto Ricardo Pessoa

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Histórico do Tarô: Documentos, Especulações e Reflexões (Parte 1)


Por Adalberto Ricardo Pessoa

Todos os livros que tratam da história do Tarô destacam o caráter obscuro, vago e controverso de suas origens. Os documentos históricos concretos reportam as origens do Tarô à segunda metade do século XIV, quando teriam sido desenhados ou pintados na Itália, no período renascentista. São referenciados dois baralhos: (1) o Baralho de Carlos VI e (2) o Baralho de Visconti – Sforza (Sharman-Burke & Greene, 1988), entre outros.
Das primeiras cartas de tarô conhecidas e ainda mais antigas – que são, supostamente, as de Jacquemin Gringoneur –  existem apenas dezessete conservadas na Biblioteca Nacional de Paris. Datam de 1392 e foram pintadas pelo artista para a Coroa Francesa. Mesmo os historiadores mais conservadores desconfiam, porém, que as cartas de tarô apareceram bem antes dessa data, porque elas eram proibidas em Florença, Itália, em 1376, pela Igreja Oficial, que as queimou em Praça Pública, depois de condená-las.
O Visconti-Sforza é o baralho completo mais antigo que permaneceu intacto; essas cartas foram pintadas por um artista italiano, Bonifácio Bempo, e autorizado pelo duque de Milão a levarem o nome de sua família. Essas cartas elegantes, algumas das quais podem ser vistas na Biblioteca Pierpont Morgan em Nova Iorque, são pintadas e iluminadas em cores brilhantes sobre um fundo de losangos de ouro sobre vermelho com toques de prata (Nichols, 2007). Há um trabalho moderno (ver imagem abaixo, da carta clássica do Louco no baralho de Visconti-Sforza) de um artista plástico russo chamado A. A. Atanassov, que recuperou produções dessas cartas, em ouro texturizado, disponíveis para comercialização. Essas cartas são produzidas na Itália e estão disponíveis para importação, sendo normalmente compradas por colecionadores de cartas de Tarô, por valores acessíveis.



No âmbito especulativo (para além das provas documentais) a presença de figuras como O Sacerdote ou O Papa e a estética medieval de várias das cartas clássicas ou tradicionais, levou alguns doutos a acreditarem que o tarô seria um oráculo originado na Idade Média Européia. Porém, para os tarólogos ocultistas, o verniz medieval da arte não consegue camuflar com tanta facilidade o fato, de que algumas das imagens não se coadunam com esse simples contexto. Cartas como a Imperatriz e a Sacerdotisa fazem uma referência à Grande Deusa-Mãe, estranha à cultura medieval, enquanto O Carro e a Roda da Fortuna trazem referências artísticas típicas do Egito Antigo. Isso leva esses tarólogos místicos a supor que as raízes do Tarô repousam num passado mais distante, anterior às crenças cristãs transvestidas pelo Renascimento, indo em direção a antigos ensinamentos esotéricos, xamânicos, de mitos pagãos, cabalísticos e egípcios.
Autores mais ousados da tradição hermética saem dos séculos XIV e XV para situarem os primeiros registros ocultos do Tarô por volta de 35 mil anos atrás. Nessa linha encontram-se aqueles que situam a origem do Tarô, primeiro no Antigo Egito, para depois sugerirem que esses símbolos retratam as concepções espirituais de iniciados derivados de um passado ainda mais remoto (da Atlântida e de Mu). Essa versão não é apoiada pelos registros históricos oficiais, e é vista como um exagero pelos tarólogos que seguem escolas mais contemporâneas que abordam o tarô por seus aspectos simbólicos e históricos. Mas, não é, também uma impossibilidade.
A idéia de que o Tarô tenha a sua origem no Antigo Egito, embora não tenha claro apoio documental (histórico), tem certo fundamento quando é feito um estudo comparativo das cartas com temas de Alquimia antiga e Cabala – revelando também alguma influência do povo hebreu, como apontou o filósofo e padre da Igreja Romana, Eliphas Levi. Além disso, o Tarô parece ter relações com a Antiga Arte da Astrologia, que também tem suas origens parcialmente ligadas à cultura Egípcia. Mas, todo esse campo é especulativo e, categoricamente criticado e rejeitado por alguns tarólogos modernos como Naiff (2012).
Voltando ao século XV, a partir dessa época em diante, surgem vários baralhos, sendo o mais conhecido o de “Marselha”, editado modernamente em 1930 por Paul Marteam, com formato e cores mantidos até hoje.
Também no início do século XX, um grupo reconhecido de místicos britânicos denominado The Golden Dawn (Ordem Hermética da Aurora Dourada) realizou um trabalho comparativo das cartas de Tarô com outros sistemas espiritualistas – como a Astrologia, Magia Ritual, a Cabala e a Alquimia – e suas correspondências, e dois membros se destacaram: (1) o cabalista Arthur Edward Waite (em conjunto com a artista Pamela Colman Smith) e seu rival controverso e exótico, (2) o magista Aleister Crowley (em conjunto com a artista  Frieda Harris, que desenhou o seu Tarô  ocultista).
Pamela desenhou sob a orientação de Arthur o Tarô de Waite, um dos mais ricamente simbólicos disponíveis no momento, onde são introduzidos (pela primeira vez) personagens humanos nos 56 Arcanos Menores, o que enriquece seus significados. Baseados neste baralho existem outros elaborados artisticamente, que dão novas interpretações para os arcanos menores, mantendo a simbologia dos maiores. Assim, podemos dizer que Waite fez a sua escola. Pamela Colman foi, historicamente, a primeira mulher a desenhar cartas de tarô, no ano de 1910, em Londres, e isso representou um avanço formidável (Kaplan, 1972, p. 65). Para a época Waite foi revolucionário e mudou radicalmente o conceito de tarô ao desenhar seu próprio baralho (abaixo a carta do Louco no baralho de Waite, com suas diferenças do baralho clássico de Marselha e de Visconti-Sforza).



Porém se Waite foi revolucionário, Crowley foi quase surrealista... Na perspectiva do pesquisador e tarólogo Robert Wang, Crowley foi um típico representante da estética “avant garde” no início do século XX, que pregou que o novo e o chocante era, por definição, melhor que o antigo (Wang, 1983, p. 16). Essa idéia constituiu a base de toda a arte, música e literatura moderna, além dos padrões de comportamento da elite artística de Londres, Paris e Nova York das décadas de 20 e 30. E a arte do Tarô de Crowley se enquadra nessa filosofia, pois suas cartas foram elaboradas tendo como padrão o estilo Cubista, que foi o mais importante e avant garde de todos os estilos de arte moderna durante o seu apogeu no início do século XX até a década de trinta.
Assim há uma diferença conceitual entre o baralho de Crowley e os anteriores, mais clássicos e mesmos mais modernos como o de Waite. A Ordem Dourada (1888-1900) foi criada numa filosofia que reverenciava uma idéia de acordo com a sua antiguidade, e assim seus líderes compreendiam que a história da Ordem remontava a um passado distante, recorrendo então, à estrutura ideológica dos deuses do Egito para firmarem a sua posição. Mesmo o aspecto revolucionário de Waite, se limitava a esse formato. Crowley, por sua vez, dizia que uma Nova Era havia chegado e ele se intitulava o profeta desses novos tempos. Seu tarô foi projetado para o que chamamos de A Era de Aquário, e ele rompe com os tarôs classicistas, com mais audácia do que Waite (abaixo o Louco de Crowley, em estilo cubista, rompendo com os tarôs clássicos, como o de Visconti-Sforza, e mesmo com um tarô mais moderno como o de Waite).



Para quem enfatiza o caráter artístico do Tarô, há a possibilidade de se tornar colecionador havendo no mercado diversas representações belas e inspiradoras, muitas produzidas por artistas plásticos.
Há além do clássico de Marselha e o de Waite (baralho “Rider-Waite Tarô Deck”), os Tarôs Temáticos, como o tarô Bíblico, Cósmico, Namour, Divinatório, do Amor, Mitológico, entre tantos outros.
O tarô mitológico foi criado pela psicóloga e astróloga inglesa Liz Greene, em parceria com Juliet Sharman – Burke, e baseia-se numa moderna leitura arquetípica dos mitos gregos, tendo como pano-de-fundo, a teoria psicológica de Carl Gustav Jung empregada na sua interpretação, compreensão e aprofundamento. Esse trabalho recente, de 1988, quase revolucionário e bastante popularizado, destaca-se por ter conseguido aproximar a linguagem fascinante do Tarô aos conceitos da Psicologia Moderna do Inconsciente. É um marco da escola simbolista de Tarô, através do uso de um tarô transcultural (abaixo, o Louco no tarô psicológico e mitológico de Sharman-Burke).



Essa aproximação entre tarô, mitologia, arquétipos, inconsciente e psicologia tem inspirado profissionais de vanguarda a praticarem o que tem sido denominado Tarô Terapêutico, uma proposta bem recente de uso alternativo do tarô, que vai além do seu uso conhecido como oracular ou divinatório. Por ser uma proposta tão nova, ainda não foi assimilada pelo público em geral. Essa forma moderna que combina oráculo e terapia tem sido pesquisada pelo tarólogo Veet Pramad (Pramad, 2008), e já existem desdobramentos dessa técnica entre tarólogos contemporâneos que estão contribuindo para a construção histórica e amadurecimento profissional da tarologia atual. Sobre esse ponto, pretendo voltar em outro texto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


NAIFF, Nei. Tarô – simbologia e ocultismo: estudos completos do tarô – volume 1. Rio de Janeiro: Nova Era, 2012.

PRAMAD, Veet. Curso de Tarô e seu uso terapêutico. 3ª Ed. São Paulo: Madras, 2008.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô: Uma jornada arquetípica. São Paulo: Cultrix, 2007.

SHARMAN-BURKE, Juliet; GREENE, Liz. O Tarô Mitológico – Uma nova abordagem para a leitura do Tarô. São Paulo: Siciliano, 1988.

WANG, Robert. O Tarô Cabalístico. São Paulo: Pensamento, 1983.

KAPLAN, Stuart R. Tarô Clássico. São Paulo: Pensamento, 1972


domingo, 23 de dezembro de 2012

Estrutura Clássica do Tarô

Por Adalberto Ricardo Pessoa

Existem vários tipos de tarô, mas todos eles são compostos classicamente por 22 cartas chamadas Arcanos maiores e 56 cartas chamadas Arcanos Menores, dando um total de 78 cartas para o baralho total de Tarô.



Os Arcanos maiores são em sua ordem clássica: (0) o Louco, (1) O Mago, (2) A Sacerdotisa, (3) A Imperatriz, (4) O Imperador, (5) O Hierofante, (6) Os Enamorados, (7) O Carro, (8) A Justiça, (9) O Eremita, (10) A Roda da Fortuna, (11) A Força, (12) O Enforcado, (13) A Morte,  (14) A Temperança, (15) O Diabo, (16) A Torre, (17) A Estrela, (18) A Lua, (19) O Sol, (20) O Julgamento e o (21) Mundo.

Quando num jogo divinatório a maioria das cartas são de Arcanos Maiores, é provável que haja um assunto importante que precise de mais atenção na vida do consulente. Isso é válido nos métodos oraculares, em que as cartas de arcanos maiores são embaralhadas junto com as cartas de arcanos menores. Em métodos em que esses dois conjuntos são embaralhados separadamente, a interpretação também é distinta.

Os 56 arcanos menores, por sua vez, representam eventos, pessoas, comportamentos, idéias e atividades que acontecem em nossa vida. Num jogo divinatório podem simbolizar soluções mais rápidas, praticas ou imediatas para certos problemas. Pode se referir a questões, problemas ou dilemas mais imediatos.

Os arcanos menores são subdivididos em 4 naipes de 14 cartas (4 X 14 = 56 cartas), numeradas do Ás até o 10 de cada naipe, mais quatro cartas da corte (Rei, Rainha, Cavaleiro e Valete ou Pajem). Os quatro naipes são associados aos quatro elementos: Espadas ao ar, Paus ao fogo, Copas à água e Ouros (ou Pentáculos) à terra.

Assim o naipe de Espadas trata de questões ligadas ao Ar: pensamento, informação, conexão, ideais, autoexpressão, produção intelectual, mas também a conflitos, brigas, intrigas e fofocas (na imagem abaixo, o 10 de Espadas do Tarô Mitológico trata do final de um conflito, de uma luta, e do alívio desse momento, após o desgaste final).



O naipe de Paus trata de questões ligadas ao Fogo: Intuição, visão, progresso, individualidade, sucesso, fracasso, criatividade, trabalho.

O naipe de Ouros trata de questões ligadas ao elemento Terra: os sentidos, materialismo, realidade externa, o tangível, aquilo que é concreto e construído.

O naipe de Copas trata de questões ligadas à água: emoções, sentimentos, relacionamentos (amor e sexo).

Nos próximos textos estarei tratando de notações sobre a História do Tarô, e primeiramente sobre o significado de cada arcano maior, começando pela carta do Louco.

A Carta do Louco no Tarô

Por Adalberto Ricardo Pessoa
O Louco


Imagem: Nas várias versões do Tarô, geralmente é retratado um jovem à beira de um penhasco, com uma expressão facial que demonstra, segundo a interpretação de cada um, insensatez e/ou ousadia e audácia.
Em geral veste-se com trajes de “bobo da corte”, personagem presente em todas as cortes, cuja importância do que representava, contradizia com sua figura patética, pois existia para não ser levado a sério, mas muitas vezes trazia à luz, verdades escondidas dentro do sistema a que pertencia, sem sofrer punições.
Geralmente carrega uma bolsa que pode simbolizar seus potenciais ainda não-expressos, mas também certo “desligamento”, talvez, de bases materiais que possam prendê-lo num único lugar.
Costuma haver um cachorro ou algum tema animal nas vestes (tarô mitológico). O cachorro pode estar mordendo uma de suas pernas (tarô de Marselha) ou não (tarô do Amor de Jane Lyle). De qualquer forma, o animal representa arquetipicamente o poder do instinto e da intuição que faz o louco caminhar e ousar.
No tarô mitológico, o Louco é personificado em Dionísio, o deus misterioso chamado de “O Que Nasceu Duas Vezes”. Na Astrologia, é representado pelo planeta Urano, que sublinha os significados de revolução, mudança, liberdade e aventura, da Carta do Louco.

Arquétipo: Do ponto de vista arquetípico, o Louco configura a imagem do impulso misterioso dentro de cada um de nós, a nos impelir para o desconhecido.

Manifestação Positiva do Arquétipo: Espírito aventureiro, entusiasmo juvenil (ou que rejuvenesce). Abertura de novos horizontes, espontaneidade.

Manifestação Negativa do Arquétipo: Inconseqüência, irresponsabilidade, falta de  direção, infantilidade, impulso cego, instabilidade.

Sentido Oracular: Indica, num jogo, o advento de um novo capítulo da vida. Esta carta aparece em momentos de transição, na vida como um todo, ou em alguma área específica de nossa vida. Possibilidade de iniciar um salto corajoso para uma nova fase na vida, tendo como ponto de partida uma voz interior.  Busca liberdade, independência e criatividade. Sugere que devemos ter coragem, otimismo e fé em nós mesmos na vida, mas sem abrir mão de uma certa ponderação e reflexão, a fim de evitar a manifestação negativa do arquétipo do Louco.

Conclusão: O Louco é emocional, correspondendo ao instinto ativo e capaz, mas também à cega impulsividade e à inconsciência. Em sua singularidade ou peculiaridade, não se preocupa com os perigos do caminho porque se acha invulnerável e imortal, mas por isso mesmo, está exposto a todo tipo de faltas, e ruma para o desconhecido. O que pode evitar esse problema é o princípio do raciocínio, representado na Jornada Arquetípica dos Arcanos Maiores do Tarô, pela próxima carta, do inteligente, ativo e perspicaz Mago.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Como solicito um Mapa Astral e qual o valor do Investimento?


Por
Adalberto Ricardo Pessoa
Astrólogo, Tarólogo e Terapeuta Holístico
CRT 41163
Analista Junguiano
CRP 06/63926

email: professor.adalbertopessoa@gmail.com

Pergunta que mais me fazem por email:
Adalberto, gostaria de saber quanto você cobra para fazer um mapa astral?

Resposta:

Eu cobro R$ 240,00 para fazer um mapa astral. Esse é o valor que normalmente se cobra nas escolas de Astrologia, ou por astrólogos bem formados. Esse valor é negociável, segundo algumas condições que trato individualmente, com cada cliente que me procura.

Meu trabalho inclui um resumo do mapa astral, de mais ou menos 12 ou 15 páginas e os gráficos do mapa astral (enviados por email), e um CD com a interpretação completa do mapa astral (em arquivo de voz) e previsões para um ano, também gravado no CD e enviado pelo correio.

Geralmente meus clientes gostam de meu trabalho, e costumam confirmar os acertos das previsões, quando então pedem previsões para o próximo ano, e assim por diante.

Caso o cliente se interesse por meu trabalho, deve fazer o pedido por email – professor.adalbertopessoa@gmail.com e preencher uma ficha anexa, que envio como resposta para o cliente que fez o primeiro contato por email. A ficha é preenchida, com seus dados: data, hora e local de nascimento, além de 5 a 8 eventos (com dia, mês e ano ou só mês e ano) para eu fazer o cálculo astrológico de Retificação/Ratificação Horária. As instruções para preenchimento estão na própria ficha enviada no email. O pedido de mapa deve ser feito por email.

Eu preciso desses dados para poder calcular o mapa astral com CONFIABILIDADE a fim de obter previsões mais precisas. Só depois que faço essa análise preliminar dos dados do cliente em potencial, que então, responderei se posso realmente fazer o seu mapa, e então eu solicitarei um adiantamento de pequena parte do pagamento (por exemplo, R$ 40,00), para firmarmos um compromisso mútuo. Nesse momento, eu já mando pelo email, o desenho ou gráfico dos mapas que vou interpretar e um resumo automático de 12 a 15 páginas, baseado em arquivos que possuo com a interpretação usual de cada significante do mapa astral.

Esse ainda não é o trabalho personalizado de interpretação que vou fazer e que será gravado no CD, mas já é um preparativo conceitual para a interpretação personalizada que ainda será feita e enviada pelo correio.   O restante o cliente só pagará depois que eu terminar o trabalho personalizado. Aí sim ele(a) pagará os R$ 200,00 restantes, para eu poder enviar o trabalho pelo correio (no caso, o CD). Até lá, o cliente poderá ler o mapa resumido via email, para se preparar para o trabalho completo que ainda receberá.

Resumindo: o cliente preenche a ficha e me envia por email, eu analiso a possibilidade de fazer o mapa (ou seja, vejo se consigo calcular seu mapa com bom grau de confiança e acerto), e em caso afirmativo, eu aviso o cliente potencial via email, solicito esse pequeno adiantamento de R$ 40,00 para firmarmos compromisso mútuo, e só depois que eu terminar todo o trabalho, que então solicito o depósito do restante do pagamento, para eu poder enviar pelo correio todo o trabalho. Assim o cliente tem garantia de cada etapa do serviço.

O depósito é feito em minha conta corrente do Banco Itaú. Eu envio os dados bancários caso haja confirmação do interesse e o primeiro valor de compromisso seja garantido.

O prazo total para eu fazer o trabalho e enviar, a partir do momento que o cliente contrate meu serviço é de duas a quatro semanas, dependendo do volume de meus outros trabalhos e pedidos. Além de Astrólogo, sou Psicólogo e me divido entre vários outros compromissos. Por isso, o pagamento do serviço é feito apenas depois que eu consigo terminar meu trabalho e ele está pronto para ser enviado pelo correio. Como disse, os primeiros R$ 40,00 são um valor simbólico, apenas para firmarmos compromisso mútuo, e logo de início já envio o resumo do mapa por email e os gráficos (desenhos) do mesmo.

De resto, depois que o cliente ler o mapa, poderemos manter contato para eu tirar todas as suas dúvidas (respondíveis pela Astrologia), até não ficar mais nenhuma questão. Respondo as dúvidas por email e/ou Skype.

Meus dados de contatos são apenas o email professor.adalbertopessoa@gmail.com e o meu celular TIM: (11) 9-8712-0659. Também tenho contato no Skype: adalberto.pessoa2

Eu sou bem disponível, e as pessoas podem falar comigo quando quiserem, inclusive por celular (ou sms). Se eu estiver ocupado por algum motivo, eu falo na hora, e podemos conversar depois. Mas, em geral, eu sou disponível. Especialmente à noite estou mais livre.

Então quem quiser contratar o serviço, é só seguir as instruções acima e ficar tranquilo, pois eu garanto a qualidade e o compromisso do serviço que presto.

Atenciosamente,

Adalberto Pessoa

domingo, 16 de dezembro de 2012

Resumo de um estudo sobre Astrologia e Homossexualidade


Por Adalberto Ricardo Pessoa
O objetivo desse texto é divulgar e promover uma reflexão sobre o estudo astrológico da homossexualidade promovido pela astróloga e sexóloga Huguette Hirsig, presente em seu livro “ASTROLOGIA E HOMOSSEXUALIDADE – O primeiro estudo de compatibilidade astrológica para pessoas do mesmo sexo”.
Esse estudo merece certa credibilidade, pois a autora além de ter a sua formação em Astrologia, também possui uma especialidade na área da sexualidade humana, de modo que seu olhar para a questão possui uma acuidade adicional, que talvez um astrólogo sem tal capacitação não possua.
Nesse sentido a autora agregou ao seu estudo conhecimentos de áreas adjacentes da medicina, da psicologia e das ciências sociais, além de estudos estatísticos, como a avaliação de 2.000 mapas astrológicos de homossexuais entre 30 mil horóscopos de indivíduos que ela analisou durante vários anos. Ela concentrou dois anos de estudos seguidos sobre o tema da homossexualidade, de modo, que podemos deduzir que ela tenha algo de valioso a contribuir.
De meu lado, eu possuo uma formação em Astrologia e Psicologia, de modo que posso fazer uma primeira filtragem sobre o exposto por essa autora, o que não deixa de ser de qualquer forma apenas uma perspectiva, mas de qualquer modo, ainda assim, uma contribuição. Tenho a meu favor certa experiência clínica de alguns anos com o tema da homossexualidade, além de referências bibliográficas sobre o assunto no campo da psicologia, da sexologia e ciências correlatas.
Assim, antes de passar para a descrição das conclusões da pesquisadora Huguete Hirsig, mas em concordância com essa, e com os pressupostos da sexologia – ciência multidisciplinar que aproveitando contribuições da medicina, biologia, psicologia, sociologia e outras ciências humanas e biológicas, estuda o fenômeno da sexualidade humana em toda a sua diversidade e complexidade – é importante salientar como premissa primeira, que o fenômeno da homossexualidade, assim como o da heterossexualidade são complexos e possuem grande variabilidade de expressão.

Vídeo sobre Astrologia e Homossexualidade Baseado nesse Estudo (Parte 01):



A orientação sexual não é realmente uma escolha ou uma opção consciente. Há fatores biológicos e psíquicos (inconscientes) que concorrem para a determinação da orientação sexual, seja ela homossexual, heterossexual, bissexual, ou outra que se queira definir, e não conheço nenhum caso, em que tal orientação seja realmente uma escolha consciente da pessoa. Não existe “opção sexual” como alguns costumam dizer no senso comum. Isso não é uma escolha, no sentido consciente dessa palavra. O que a pessoa pode escolher, é se aceitar e viver tranquilamente sua orientação e constituição sexual, ou não se aceitar e viver com conflitos incessantes sobre sua própria condição. Mas, ninguém escolhe “mudar” a sua orientação sexual, de maneira consciente. A pessoa escolhe, isso sim, a maneira como vai articular e reagir à sua própria orientação. Um heterossexual não conseguiria escolher “virar” um homossexual, assim, como um homossexual também não poderia escolher virar “heterossexual”.
Sabe-se que alguns homossexuais se permitem viverem experiências heterossexuais, e vice-versa, alguns heterossexuais se permitem viverem experiências homossexuais, principalmente nos dias de hoje. Mas, isso não significa que tenha ocorrido uma mudança da orientação sexual (o que é bem diferente), e muito menos que tenha ocorrido uma mudança consciente, voluntária dessa orientação. No máximo ocorreu uma experimentação e não uma mudança de orientação.
Aliás, outra premissa importante da abordagem sexológica da homossexualidade, é a de que a orientação sexual não é uma condição tão fixa como alguns pensam. Dito de outro modo, alguns heterossexuais pensam que não pode ocorrer nunca uma alteração de sua própria orientação sexual , de modo a se tornarem homossexuais, e vice-versa. A prática, porém, mostra algo diferente. Muitos heterossexuais se tornaram homossexuais, em algum momento de suas vidas, e vice-versa. O que ocorre, é que essa mudança não é voluntária e consciente, concorrendo como foi dito, fatores conjuntos no âmbito orgânico e psicológico (inconsciente), atrelados ou não a fatores externos do ambiente e da vida.
Existe uma premissa amplamente aceita na psicanálise e entre alguns sexólogos de que a constituição psíquica humana é originalmente bissexual, de modo que o heterossexual mais convicto possua dentro de si um homossexual reprimido, e o homossexual mais “naturalizado” possua dentro de si um heterossexual igualmente recalcado.
Os mais otimistas já chegaram a declarar que o futuro da sexualidade humana é a predominância da bissexualidade em vários níveis, mas não precisamos chegar a tanto. Basta sabermos que a bissexualidade constitucional está dentro de nós, e ninguém está livre realmente dessa condição, o que não implica na obrigatoriedade de sua expressão, isto é, mesmo havendo tal disposição original na psique humana, tanto um heterossexual como um homossexual podem passar a vida inteira sem viver qualquer experiência dentro da orientação sexual contrária à sua própria. Não há regras fixas nesse âmbito, como alguns pensam.
Não se deve confundir essa bissexualidade constitucional com a oposição arquetípica das noções de masculino e feminino. Aqui há uma confusão essencial que deve ser extinta. Não há nenhuma regra fixa que indique que o homem homossexual tenha que ser feminino ou vivencie um conflito entre seu lado masculino e feminino, assim, como não há nenhuma determinação que defina, por exemplo, que a mulher homossexual tenha que ser masculinizada.
Do mesmo modo como há homens homossexuais femininos (ou afeminados como se diz no senso comum), há homens homossexuais que são completamente masculinos e bem resolvidos com isso e não possuem qualquer traço de feminilidade, ou de conflito entre seus lados masculino e feminino interiores, sendo isso mais comum do que se pensa ou se divulga, por exemplo, na mídia (essa sim, costuma apresentar personagens homens afeminados estereotipados e hilários, mas isso é uma imagem falsa do que realmente acontece). O mesmo vale para mulheres homossexuais.
Entre alguns homens homossexuais o que os atraem é exatamente a possibilidade de interagirem intimamente com outro homem tão másculo quanto eles mesmos, e o mesmo vale para mulheres homossexuais. E também há homens homossexuais que querem se sentir como mulheres... Como já foi dito nesse texto, a sexualidade humana é altamente complexa, diversa, multideterminada e variada. Há poucas coisas nesse âmbito que podem ser tomadas como uma regra fixa.
Nesse ponto, é importante dizer, agora entrando no âmbito astrológico, que é um equívoco o que alguns astrólogos fazem que é tentar encontrar algum tipo de conflito entre o masculino (representado no horóscopo pelo Sol ou Marte) e o feminino (a Lua e Vênus), em todo mapa astral de homossexuais que encontram. Embora muitos casos possam se encaixar nesse paradigma, não são todos os casos que dizem respeito a essa dinâmica, que aliás nem é majoritária. Outro funcionamento pode estar entrando em ação.
Antes de entrarmos no estudo da autora Huguette Hirsig, vamos retormar as premissas levantadas até aqui:
1) A homossexualidade é um fenômeno tão complexo em suas expressões quanto a heterossexualidade. Nem todos os homossexuais homens possuem uma inclinação para a feminilidade, e o mesmo vale para a homossexualidade feminina que não implica obrigatoriamente numa masculinização da mulher;
2) A orientação sexual não é uma opção, uma escolha, voluntária e consciente, mas sim uma condição determinada por predisposições biológicas, fatores inconscientes de ordem psíquica e, mesmo, atuação de variáveis sociais e familiares. Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual, mas escolhe apenas a forma como vai viver e reagir à sua própria condicionalidade.
3) A orientação sexual não é algo fixo e definitivo em ninguém. No máximo podemos falar de uma estabilidade dessa orientação depois da fase da adolescência, mas tal orientação pode estar sujeita a mutações, variações, devidas também a fatores inconscientes psicológicos ou psicossociais. Originalmente, há evidências de que a constituição humana é bissexual, e o que chamamos de heterossexualidade ou homossexualidade, nada mais é do que uma clivagem e uma fixação em um dos lados da paridade bissexual, com a expressão de uma orientação e a repressão/recalque da expressão oposta. O indivíduo que costumamos chamar de bissexual, nada mais é do que alguém que, por fatores não-voluntários, insisto, não realizou tal clivagem, e não reprimiu nenhum dos dois lados dessa paridade. A Psicanálise e a Astrologia, juntas, podem dar alguma luz do porque que isso ocorre.
Tendo essas premissas em mente, vamos expor e tentar refletir sobre a contribuição da sexóloga e astróloga Huguette Hirsig. Mas, antes só preciso fazer uma observação. Sob um ponto de vista antropológico, filosófico, e mesmo sexológico, as expressões homossexualidade, heterossexualidade e bissexualidade já estão superadas. Essas palavras trazem problemas conceituais em suas implicações terminológicas. Hoje se falam de relações homoeróticas ou homoafetivas, e há todo um embasamento filosófico, psicossocial e antropológico para o uso dessas novas terminologias, mas para não perder o foco de nossa discussão, vou preferir evitar esse âmbito de profundidade, pois tais noções levariam, inclusive, para um tal nível de relativismo de nosso estudo, que ele perderia completamente sua razão de ser feito. Assim, acho válido apenas pontuar que esse estudo astrológico possui uma validade relativa dentro de um certo recorte e uma certa perspectiva. Não é uma verdade absoluta, e nem poderia sê-lo!
Assim, voltando no livro “ASTROLOGIA E HOMOSSEXUALIDADE” de Huguette Hirsig, entre as várias considerações da autora, ela aponta que em nossas sociedades 75% dos indivíduos desenvolvem preferencialmente uma orientação heterossexual. Os outros 25%, pelo menos na adolescência, orientam-se para ter ocasionalmente, uma ou mais experiências homossexuais, mas menos da metade será homossexual pelo resto da vida, de modo que apenas 10% de indivíduos da população adulta se fixam numa orientação totalmente homossexual (HIRSIG, 1998, p. 15). Observemos que em todos esses casos, a pessoa teve fases de experiências heterossexuais e só depois, temos a fixação de 10% da população na orientação homossexual.
O fundador da sexologia – Alfred Charles Kinsey – encontrou uma estatística maior na população masculina americana, em que constatou que 37% dessa amostra teve pelo menos uma experiência homossexual (Elia e Waynberg, 1989, p. 22).
Tudo isso indica que a porcentagem de indivíduos que tiveram contato com alguma experiência homossexual é maior do que geralmente se pensa. Outros estudos ao redor do mundo mostram uma regularidade de 11% da população, em média em cada país, de indivíduos que desenvolvem uma orientação homossexual fixa ou estável. Deve haver uma razão que explique essa constância...
Insisto na observação de que ainda nessa amostra, todos os casos de homossexualidade, em algum momento ou outro da vida, vivenciaram fases de experiências heterossexuais.
Mas, voltando ao estudo de Huguette Hirsig, há uma minoria de homossexuais que já NASCEM COM ESSA ORIENTAÇÃO SEXUAL e não possuem nenhuma vivência com a experiência heterossexual, e não vão viver isso. Seriam “Homossexuais Naturais”, segundo a perspectiva astrológica dela. Já nascem assim.
Não se confundam isso com os “transsexuais” que também já nascem com uma constituição natural para essa condição. Um homem totalmente masculino ou uma mulher totalmente feminina pode nascer um “homossexual natural” nas palavras de Huguete Hirsig, e esse indivíduo não terá nenhuma experiência heterossexual ao longo de toda a sua vida. É apenas isso que a autora quer dizer com a expressão “homossexual natural”. Não precisa ter nascido com qualquer tendência para a transsexualidade... Assim, um homem “homossexual natural” pode ser totalmente masculino e não demonstrar nada de sua condição existencial para o senso comum, e o mesmo vale para uma mulher “homossexual natural”.
Do conjunto total de homossexuais existentes, os ditos “homossexuais naturais” corresponderiam há uma minoria dentro desse próprio contingente: aproximadamente apenas 5% de todos os homossexuais.
Sabemos que toda classificação é relativa e é apenas um recorte perspectivista para montarmos um raciocínio ou um argumento. Dependendo da pressuposição filosófica adotada, não haveria qualquer sentido em se montar qualquer sistema de classificação, e essa posição tem sua razão de ser. Mas, proponho assumirmos essa classificação a título provisório apenas para vermos onde podemos chegar...
Filosoficamente, a existência dos “homossexuais naturais” não implica na negação da hipótese da bissexualidade psíquica original como qualidade da natureza humana. O Homossexual dito “natural” não viverá uma experiência heterossexual de forma concreta, mas essa experiência pode aparecer em produtos do inconsciente (como em seus sonhos e atos falhos), o que em termos psicanalíticos indica que a paridade heterossexual está recalcada em alguma parte de sua psique. Por isso mesmo, eu tenho colocado aspas na denominação “homossexual natural”.
Ele também compartilha da bissexualidade essencial (original) do ser humano, tanto quanto um “heterossexual natural” também compartilharia, se essa denominação fizesse algum sentido, o que não faz, por ser apenas uma estrapolação. Em todo caso, mantenho a hipótese da bissexualidade psíquica original mesmo para os 75% de heterossexuais que nunca realizaram uma experiência homossexual concreta (heterossexuais “naturais”?), pois essa possibilidade permanece recalcada no inconsciente, pelo menos em termos simbólicos.
Essa é uma premissa filosófica, sobre a essencialidade da natureza humana, e portanto também é um ponto de vista, não demonstrável, tanto quanto seria a sua negação, mas temos que partir de algum ponto até mesmo para pensarmos e argumentarmos. Digo isso, pois há posições contrárias que negam até mesmo o conceito da existência de uma essência humana, mas eu não sigo essa direção, que fique bem claro. Para mim, o ser humano possui uma essência, embora não seja rigidamente fixa, mas mutável, sendo parcialmente construída, de um lado, e parcialmente predeterminada, de outro lado, no momento e já antes do nascimento. Se eu não acreditasse nisso, eu não seria um astrólogo... A Astrologia é uma doutrina filosoficamente essencialista e construtivista-existencialista, ao mesmo tempo.
Assim teríamos uma população global, em que 75 % da população é heterossexual, e os 25% restantes já viveram uma ou mais experiências homossexuais, mas apenas uma parcela se fixa na orientação homossexual e se identificam como tais. Em relação à população global, eles formariam 11% de homossexuais com essa orientação estabelecida de modo regular, e isso parece se manter em várias parte do mundo. Mas, há um pequeno contingente que já nasce na orientação homossexual, sem nunca viver uma experiência heterossexual concreta (embora possa ter ou sonhar com uma fantasia heterossexual, em algum momento da vida). Esses se somam à população homossexual, e correspondem a apenas 5% desse total particular (não é 5% da população global, mas sim 5% da população homossexual). São uma minoria dentro de outra minoria.
Há uma discussão entre astrólogos sobre ser a orientação sexual um fator determinado por influências astrais ou não. Alguns Astrólogos ditos Tradicionais relatam aforismos sobre determinações astrológicas sobre orientação sexual, enquanto alguns astrólogos modernos negam terminantemente que a orientação sexual possa ser determinada ou parcialmente influenciada pelos astros. Essa discussão perpassaria a discussão sobre o próprio problema da validade da Astrologia, pois há astrólogos que entendem a Astrologia sob um prisma causalista (ou seja, eles entendem que os astros influenciam ou causam determinados padrões de comportamento) e outros que a entendem sob um prisma simbolista (os astros apenas simbolizam por sinergia uma coincidência entre movimentos celestes e certos padrões de comportamento, mas não causam esses mesmos padrões).
Como eu me situo numa posição intermediária entre causalistas e simbolistas, para mim faz sentido pensar que os astros podem determinar ou influenciar a orientação sexual. Oras, se para um astrólogo é notório que o movimento dos astros afetam as mais diversas áreas da vida (biológica, psicológica, familiar e social), porque a orientação sexual que é dependente de fatores biopsicossociais ficaria de fora do escopo astrológico? O homem é um ser bio-psico-sócio-espiritual-cósmico em toda a sua essencialidade, inclusive em relação à sua orientação sexual. É um ser cósmico, também, pelo simples fato de estar inserido no Universo, com todas as suas complexas relações e interconexões cósmicas. Não há como fugir disso.
Não escolhemos a cor de nossos olhos, cabelos, e pele. Não vejo problema existencial nenhum em aceitar que a orientação sexual também não é uma escolha, mas é resultado da determinação de várias forças, inclusive as astrológicas, todas em algum nível de sinergia.
A Astróloga Huguette Hirsig acredita, que pelo menos entre os homossexuais naturais, que já nascem com essa orientação, há fatores de determinação astrológica. Só essa hipótese já nos remete à correlação entre determinações de natureza genética e astrológica, e embora tal estudo ultrapasse os objetivos desse artigo, considero importante lembrar que há na literatura astrológica estudos sobre a correlação entre fatores hereditários e fatores astrológicos constantes no horóscopo natal.

Vídeo sobre Astrologia e Homossexualidade Baseado nesse Estudo (Parte 02):



Sem me aprofundar no momento nesse ponto, prefiro conferir a palavra a nossa pesquisadora de referência nesse texto. Segundo Hirsig (1998, p. 19,20):
“... é muito raro alguém nascer homossexual. Mas, não rejeitemos a evidência: existem indivíduos, raríssimos, é bem verdade (aproximadamente 5% de todos os homossexuais), que parecem ter vindo ao mundo com uma orientação homossexual bastante definida. Encontramos em seu tema vários elementos planetários que, sem exceção, predispõem à homossexualidade”.
Será esse o caso, segundo a autora, sempre que o tema contiver todos os seguintes elementos (ou pelo menos três desses indicadores):
1) Vênus em conjunção ou em oposição ao mesmo tempo a Urano e Netuno, desde que um desses planetas esteja ocupando o ascendente ou ainda a casa V ou XI.
2) A Lua em oposição ou em conjunção com Vênus.
3) Netuno no ascendente, em conjunção com o ascendente ou em oposição com ele.
4) O Sol em conjunção com Urano ou em oposição a ele, o que pode corresponder também (mas não sempre) a uma anomalia genética e, frequentemente, a órgãos sexuais pequenos ou maldesenvolvidos. Isso não impede uma atividade sexual normal, mas pode torná-la irregular.
A autora acrescenta que a conjunção Sol-Plutão é muito recorrente nos temas de homossexuais (lembremos que ela analisou em torno de 2000 mapas de homossexuais e dedicou dois anos de estudos só a esse tema, além da experiência de vários anos na área do aconselhamento sexológico).
Em seu livro, a autora mostra um mapa de uma mulher médica homossexual, com a Lua no ascendente em oposição a Vênus, esse em conjunção com Urano e em quadratura com Netuno e Marte, voltando a encontrar nesse mapa a conjunção Sol-Plutão. De minha parte chamou a atenção a presença de um aspecto duro (tenso) entre a Vênus e Netuno, algo que já vi em outro mapas de pessoas com tendências homoeróticas.
A autora – Huguette Hirsig – enfatiza com razão, que a reunião dos elementos planetários específicos descritos nos itens 1, 2, 3 e 4 (acima) é extremamente rara, bastando a reunião de três desses elementos para estarmos em presença daquilo que se chama em astrologia um “homossexual natural”.
Um “homossexual natural” tenderá a expressar essa tendência muito cedo na vida, e para ele essa será a sua sexualidade normal. Se tentar forçar se adaptar ao padrão social dominante heterossexual (e isso pode muito bem acontecer), sua vida amorosa se mostrará cheia de armadilhas, sofrimentos e complicações. Terá escolhido um modo de viver inteiramente contrário às suas tendências profundas, adquiridas já no nascimento.
Numa mulher homossexual natural os indicadores astrológicos são os mesmos, segundo a autora, mas com o acréscimo de uma oposição entre a Lua e Marte ou entre Marte e Netuno, ou ainda uma conjunção desses astros.
Em astrologia, para a pesquisadora, a homossexualidade revela-se bem mais no plano da afetividade e da sensualidade (Vênus) e do psiquismo (Lua) do que no da sexualidade e da genitalidade propriamente dita (Marte).
A autora acrescenta ainda outras formas de predisposição à homossexualidade, mais sutis, que ela considera mais como um “potencial bissexual”, onde a pessoa “opta” por exercer alguma orientação homossexual, de maneira intermitente.
Nesse sentido, ela encontra em temas de adolescentes indicadores marcados pela oposição Vênus-Urano, Sol-Urano e Marte-Urano. Aqui a contestação adolescente se manifestaria mais claramente no âmbito erótico contra o status quo heterossexual dominante. Essa contestação homossexual-bissexual, segundo a observação da autora, ocorreria até as idades dos 23 ou 25 anos, e é acompanhada por expressões correlatadas na escolha de roupas, músicas e estilos “mais agressivos” de vida.
Um “não-astrólogo” talvez considere comum o surgimento desse tipo de contestação na fase adolescente, mas para nós astrólogos é notório que há algo mais nesse padrão. Aliás, a observação da pesquisadora de que tal padrão comportamental dure até 23 ou 25 anos, mostra que essa “contestação” parece demorar um pouco mais do que o esperado. O comum (naquela faixa dos 25 % de homossexuais ocasionais) é surgir alguma experimentação homossexual adolescente por volta dos 16 ou 18 anos, e isso parar por ali mesmo. Mas, manter tal “experimentação” até os 23 ou 25 anos, já é algo de outra natureza de expressão. Há aí uma tendência, indicada pelo mapa astral. Inclusive, a autora observou que essas tendências ressurgem por volta dos 40 anos.
Outra forma de homossexualidade, mais serena, mais idealista, pode ser encontrada nos temas em que Netuno e a Lua se acham em conjunção ou em oposição. Esses parecem ser casos de homossexualidade em que o aspecto psicológico é mais evidente, como resolução do complexo de Édipo descrito por Freud na psicanálise. Geralmente se desenvolve uma repugnância genital pelo sexo oposto (uma espécie de “nojo” pelo órgão sexual oposto), e nos casos desequilibrados uma sedução pelas drogas e pelo álcool. Nos casos mais equilibrados e não patológicos, desenvolve-se uma homossexualidade discreta, feliz, serena, com um parceiro ou parceira estável.
Chama a atenção que autora concentrou sua atenção nas conjunções e aspectos duros como quadraturas e oposições. Ela não cita aspectos harmônicos como trígonos e sextis.
Há um grupo de homossexuais, segundo Hirsig, que são mais “desligados” ou menos compromissados afetivamente, cujo tema de nascimento indica frequentemente um aspecto Vênus-Urano, em oposição ou conjunção, aspecto tenso que pode ser amenizado se apoiado por outras configurações harmônicas.
O Homossexual que quer viver uma comunhão amorosa perfeita geralmente tem Netuno em conjunção com o ascendente, segundo a autora (é fácil deduzir que isso deve se expandir para os casos que envolvem aspectos duros entre Netuno e o ascendente; eu mesmo conheço um caso envolvendo Netuno em oposição ao ascendente). Nesse caso a possibilidade de desilusão é igualmente maior. A sublimação pode ocorrer, quando o sujeito se dedica ao mundo das artes, o que lhe é altamente benéfico.
Assim, além dos 4 indicadores principais propostos por Hirsig, ela mesma sugere prestar atenção para:
a) Aspectos duros e conjunções entre Urano (o planeta das contestações, que rompe com as regras e limites sociais), e o Sol, Marte e/ou Vênus.
b) Conjunções e aspectos duros entre a Lua e Netuno (homossexualidade mais afetiva e discreta), ou entre Netuno e o Ascendente (uma homossexualidade muito idealista e com fantasias românticas).
c) Conjunções e aspectos duros entre Vênus e Urano, predizendo uma homossexualidade com afeto (Vênus), mas também mais liberdade e desprendimento (Urano).
Vou citar apenas um mapa que conheço possuir três aspectos, conforme apontado por Hisig. Esse mapa possui (1) Lua em conjunção com Vênus, (2) Vênus em quadratura com Netuno e (3) Netuno em oposição com o ascendente. Além disso, Urano está na Casa cinco, dos romances, quebrando todas as regras nesse assunto. Vênus é o dispositor desse Urano, fazendo aspecto com a Lua e Netuno, como já foi dito. Trata-se de uma homossexualidade romântica e idealista, mesmo fantasiosa, tendente para relacionamentos mais fixos. Esse é um caso confirmado de “homossexualidade natural” e muito bem conhecido por mim, que parece apoiar o estudo de Huguette Hirsig.
Pensando no quanto é raro ter todos esses aspectos numa única natividade, e o quanto é minoritário o percentual de homossexuais naturais na população, esses achados podem dar o que pensar, embora não esgotem o assunto.

Referências Bibliográficas


HIRSIG, Huguette. Astrologia e Homossexualidade: o primeiro estudo de compatibilidade astrológica para pessoas do mesmo sexo. RJ: Recor - Nova Era, 1988.

ALIA, David; WAYNBERG, Jacques. Guia Prático da Vida do Casal. SP: Manole, 1989.