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domingo, 23 de dezembro de 2012

A Carta do Louco no Tarô

Por Adalberto Ricardo Pessoa
O Louco


Imagem: Nas várias versões do Tarô, geralmente é retratado um jovem à beira de um penhasco, com uma expressão facial que demonstra, segundo a interpretação de cada um, insensatez e/ou ousadia e audácia.
Em geral veste-se com trajes de “bobo da corte”, personagem presente em todas as cortes, cuja importância do que representava, contradizia com sua figura patética, pois existia para não ser levado a sério, mas muitas vezes trazia à luz, verdades escondidas dentro do sistema a que pertencia, sem sofrer punições.
Geralmente carrega uma bolsa que pode simbolizar seus potenciais ainda não-expressos, mas também certo “desligamento”, talvez, de bases materiais que possam prendê-lo num único lugar.
Costuma haver um cachorro ou algum tema animal nas vestes (tarô mitológico). O cachorro pode estar mordendo uma de suas pernas (tarô de Marselha) ou não (tarô do Amor de Jane Lyle). De qualquer forma, o animal representa arquetipicamente o poder do instinto e da intuição que faz o louco caminhar e ousar.
No tarô mitológico, o Louco é personificado em Dionísio, o deus misterioso chamado de “O Que Nasceu Duas Vezes”. Na Astrologia, é representado pelo planeta Urano, que sublinha os significados de revolução, mudança, liberdade e aventura, da Carta do Louco.

Arquétipo: Do ponto de vista arquetípico, o Louco configura a imagem do impulso misterioso dentro de cada um de nós, a nos impelir para o desconhecido.

Manifestação Positiva do Arquétipo: Espírito aventureiro, entusiasmo juvenil (ou que rejuvenesce). Abertura de novos horizontes, espontaneidade.

Manifestação Negativa do Arquétipo: Inconseqüência, irresponsabilidade, falta de  direção, infantilidade, impulso cego, instabilidade.

Sentido Oracular: Indica, num jogo, o advento de um novo capítulo da vida. Esta carta aparece em momentos de transição, na vida como um todo, ou em alguma área específica de nossa vida. Possibilidade de iniciar um salto corajoso para uma nova fase na vida, tendo como ponto de partida uma voz interior.  Busca liberdade, independência e criatividade. Sugere que devemos ter coragem, otimismo e fé em nós mesmos na vida, mas sem abrir mão de uma certa ponderação e reflexão, a fim de evitar a manifestação negativa do arquétipo do Louco.

Conclusão: O Louco é emocional, correspondendo ao instinto ativo e capaz, mas também à cega impulsividade e à inconsciência. Em sua singularidade ou peculiaridade, não se preocupa com os perigos do caminho porque se acha invulnerável e imortal, mas por isso mesmo, está exposto a todo tipo de faltas, e ruma para o desconhecido. O que pode evitar esse problema é o princípio do raciocínio, representado na Jornada Arquetípica dos Arcanos Maiores do Tarô, pela próxima carta, do inteligente, ativo e perspicaz Mago.

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