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domingo, 3 de novembro de 2013

TERAPIAS FLORAIS - ALQUIMIA DO SÉCULO XXI


As terapias florais, começando pelo sistema inglês dos florais de Bach, talvez sejam a forma mais moderna de alquimia disponível na área da saúde holística. Por definição, a alquimia é uma antiga tradição espiritual, um sistema filosófico, místico e especulativo, e uma ciência de interpretar e agir sobre a natureza de modo a desvendar e interferir no processo natural das coisas, no objetivo, não só de alcançar o conhecimento, como também o desenvolvimento da alma.
            A alquimia também pode ser definida como a arte da transformação: o trabalho do alquimista, nesse sentido, é produzir mudanças sucessivas no material em que trabalha, transformando-o de estado grosseiro e bruto, em forma perfeita e purificada. O “material” tanto pode ser algo concreto e palpável, como algo “imaterial” e abstrato, ou mais comumente, as duas coisas ao mesmo tempo.
            Assim, enquanto no âmbito físico, o alquimista – como historicamente se conheceu – tentava transformar metais inferiores em ouro (o que envolvia operações físico-químicas com equipamento de laboratório), análoga e sincronisticamente no âmbito psíquico e espiritual, o “material inferior” trabalhado e o “ouro” produzido podem ser também entendidos como o próprio homem em seu esforço para aperfeiçoar sua natureza, e isso é válido especialmente para a prática da alquimia moderna, realizada por exemplo, nas terapias naturalistas contemporâneas, como as terapias florais ou a homeopatia.
            Desse modo, alquimia verdadeira é uma disciplina que envolve trabalho físico, psicológico e espiritual. O desenvolvimento em um setor deve ser acompanhado de uma evolução paralela no outro setor, e vice-versa. Se retirarmos do contexto qualquer um desses elementos, a verdadeira integridade qualitativa da alquimia é desvirtuada.
            Nesse contexto, em termos modernos, os florais de Bach e sua terapêutica de autoconhecimento encaixam-se perfeitamente no conceito de alquimia, por envolver um método de cura dialética nos terrenos físico, psíquico e espiritual. Além disso, os florais de Bach se coadunam com a concepção da Alquimia como um sistema conceptual que retoma valores que buscam, a partir da natureza e suas leis, caminhos de maior harmonia para o homem.
            Um dos erros mais comuns entre muitos terapeutas florais é lidar com os remédios do Dr. Bach, como se seus mecanismos de funcionamento fossem similares aos dos remédios alopáticos, onde frente a um quadro sintomático (como por exemplo, uma dor de cabeça ou de estômago) basta ao paciente fazer o uso “passivo” do remédio apropriado segundo prescrição médica, esperando que ele (o remédio) elimine o sintoma “doentio”, por sua contra própria.  
            A maioria dos profissionais de saúde holística sabem que essa estratégia de simplesmente erradicar um sintoma doentio – ainda que justificável em diversos tipos de situações – sem eliminar-se as causas profundas da doença (muitas vezes, causas psíquicas e espirituais), apenas permitem que o sintoma “erradicado” se transforme em outra disfunção, talvez, ainda pior, indicando que a cura verdadeira não foi alcançada, e que há algo a ser trabalhado num nível mais latente.
            Segundo meu entendimento isso ocorre quando o terapeuta (floral) se limita, a fazer uma prescrição equivocadamente sintomática dos remédios florais, que em realidade não são medicações alopáticas (situação em que tal procedimento teria aplicação efetiva), mas sim, são essências alquímicas, que abrangem componentes tanto físicos, quanto mentais e espirituais, com ênfase nesse último.
            As essências florais não são, portanto, medicações alopáticas, mas sim, figuram entre os métodos “sutis”, intuitivos e energéticos de cura, semelhantes à homeopatia clássica de Samuel Hahnemann, à medicina antroposófica e à medicina herbácea ou esparígica. Porém os florais de Bach, ainda, não podem ser considerados homeopatia, e nem mesmo, fitoterapia. Como já foi dito, são uma forma moderna de alquimia terapêutica para a alma.
            Para o terapeuta Henrique Vieira Filho, as essências florais são compostos energéticos (os princípios ativos não são químicos – como ocorreria na alopatia – mas, sim eletromagnéticos) de proposta predominantemente preventiva, que atuam através das questões emocionais. A terapeuta Magda Spalding Perez define as essências florais como extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar profundas questões do estado emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do sistema corpo-mente.
            Essas essências foram descobertas pelo médico inglês Dr. Edward Bach, no início do século XX. Bach foi bacharel em medicina, bacharel em cirurgia, diplomado em saúde pública, além de bacteriologista e homeopata de sucesso. Antes de tornar-se homeopata, Bach era um médico ortodoxo comum e trabalhava num grande hospital de Londres. Atuou a princípio como bacteriologista, no início do século XX, e foi muito criticado na época da sua conversão à homeopatia. Porém, os sete nosódios de Bach, que ele apresentou, tornaram-se parte firmemente estabelecida da matéria médica homeopática internacional, e prosperaram. Por outro lado, como foi dito, o seu sistema de medicações florais, não pode ser tecnicamente, no seu sentido exato, denominado como homeopático, embora Bach sentisse ter um elo espiritual com Hipócrates, Paracelso e Hahnemann.


            Assim, em 1930, o Dr. Bach, que possuía 43 anos de idade, renunciou à sua clínica lucrativa de Harley Street, para dedicar os últimos seis anos de sua vida à busca de um método de tratamento mais simples e natural, que não “requeresse a destruição nem a alteração de coisa alguma”. Como não gostava de ministrar remédios comuns, Bach teve a intuição de que existiriam na natureza vários remédios vibracionalmente semelhantes, os quais poderiam duplicar os efeitos dos remédios homeopáticos. A partir daí, ele começou a procurar agentes naturais que tivessem a capacidade de tratar, não a doença já estabelecida, mas seus precursores emocionais.
            Com essa motivação, o Dr. Bach pesquisou e descobriu um sistema de tratamento com remédios que não são alopáticos, nem homeopáticos, e nem fitoterápicos. A melhor definição para os Florais de Bach, então, é a de considerá-los como uma alquimia moderna, um sistema de tratamento que atua diretamente nos campos físico, psicológico e espiritual. Os florais fornecem ferramentas de intervenção, simultaneamente, nos três níveis de realidade.
            Assim, os florais, ou a medicina floral, formou-se como um sistema terapêutico baseado na aplicação do poder sutil de diversas flores para corrigir desequilíbrios físicos e/ou psíquicos. Sabe-se hoje que tal efeito é possível graças à capacidade das essências das flores de penetrar profundamente no delicado terreno vital do corpo humano e de interagir nas áreas anômalas, levando a elas um poderoso substrato energético carregado de cargas vibratórias de alta freqüência. Esse processo terapêutico é realizado através das essências florais, principalmente por meio da terapia pela ingestão oral de remédios florais.
            Os profissionais que se dedicam a esse tipo de tratamento consideram que as essências florais não agem de modo “direto” sobre a doença, seja ela física ou não, mas indiretamente, trabalhando primeiro nos sutis terrenos bioenergéticos. Estas áreas onde agem tais remédios são as formas etéricas da energia cósmica condensada no ser humano e responsáveis por toda a forma e condição do corpo físico. Dependendo do entendimento de cada profissional, esse campo humano de energia é denominado de corpo bioplasmático, campo morfogenético, aura, corpo sutil, perispírito, ou energia Ki, além de outras denominações. Seja como for, diz-se, muito apropriadamente, que qualquer doença, antes de se apresentar no campo orgânico, já existia nesse campo energético vital, sob a forma de uma turbulência que, aprioristicamente, é derivada de um excesso ou de uma carência de modalidade típica de energia, num determinado setor da rede vital. Quando se utiliza uma droga para um tratamento direto qualquer, atinge-se apenas os efeitos periféricos do problema, permanecendo intacta – e às vezes piorada – a entidade mórbida que gerou os sinais e/ou sintomas dos quais o paciente se queixa.
            O tratamento indireto, não apenas através das terapias florais, mas também pela homeopatia, pela acupuntura e pelas demais terapias ditas vitalistas (ou energéticas), como a cromoterapia, as técnicas de cura por imposição de mãos (Cura Prânica, Reiki, etc), a cura psiônica (radiestesia), entre outras, caracteriza-se pela capacidade de cura do próprio organismo, por meio da ação lenta e constante de compostos curativos naturais e pela restauração da distribuição energética ideal.
            Depois da transição (“morte”) de Bach, ocorrida em 1936, seus discípulos e muitos terapeutas obtiveram sucesso no tratamento de padrões crônicos de perturbação emocional e distúrbios de personalidade utilizando os remédios florais. Criou-se o Centro de Cura Dr. Edward Bach, na Inglaterra, que continuou a preparar essências florais de acordo com o sistema descoberto pelo médico. Em várias escolas naturopáticas da Europa e Estados Unidos os remédios florais foram usados de acordo com os critérios mentais e emocionais estabelecidos por Bach.
            Edward Bach foi um dos estudiosos que mais se dedicou ao conhecimento das essências florais e a ele se deve o ressurgimento em maior escala das terapias florais, sendo que o sistema mais conhecido e importante, hoje difundido pelo mundo inteiro, recebe o nome de seu autor, os “Florais de Bach”.
            Embora tenham sido feitos vários tipos de experimentos utilizando diferentes flores encontradas na natureza, somente na década de 70 uma série inteiramente nova de essências florais curativas foi desenvolvida. Assim, em 1979, Richard Katz fundou na Califórnia, Estados Unidos, a Sociedade de Essências Florais (SEF), que proporcionou meios para que pesquisadores e terapeutas da área das essências florais pudessem trocar informações a respeito do uso desses remédios.
            Depois disso foram introduzidas diversas novas essências preparadas a partir de flores nativas da América do Norte (especialmente da Califórnia, onde estava sediada a SEF). Os pesquisadores da SEF publicaram dados a respeito dos diferentes métodos de utilização dos remédios florais de Bach e das novas essências que ficaram conhecidas como essências californianas.
            Com o desenvolvimento dos Florais Californianos, surgiram estudos e, posteriormente, remédios florais em diversas partes do mundo, sendo conhecidas as essências do Alaska, as essências australianas, os florais portugueses, e no Brasil, os Florais de Minas Gerais, os Florais da Amazônia e os novos Florais da Mata Atlântica, bem como o particularíssimo sistema dos Florais Brasileiros de Joel Aleixo, um pesquisador de alquimia.
            Existem disponíveis hoje, nas boas farmácias homeopáticas e de manipulação, centenas de remédios florais, além dos 38 de Bach. No sistema Californiano, por exemplo, constam 103 essências (no início, conheciam-se 90 essências dos Florais da Califórnia). Os Florais de Minas compõem-se de mais de 68 essências. Tudo isso, sem contar com os novos remédios experimentais atualmente em estudo, em todos esses sistemas, além de outras essências que vão sendo descobertas pelo restante do mundo.
            Isso torna a medicina floral um sistema altamente complexo, onde são editados, cada vez mais, grandes manuais e compêndios sobre as técnicas de terapias florais. Isso implica, também, na criação de uma tecnologia de saúde holística, com prognóstico bastante promissor. Essa tecnologia inicia-se com o esforço, bem-sucedido de Bach, de elaborar uma forma de preparar as suas essências florais vibracionais, sem ter que pulverizar a planta e potencializá-la segundo o trabalhoso método homeopático de Hahnemann. As essências são preparadas a partir de infusão solar das flores, no auge de sua floração, em recipientes com água pura, num ambiente saudável e puro, posteriormente diluídas, potencializadas e conservadas em conhaque. A água que contém as flores é a receptora de uma espécie de impressão holográfica das qualidades essenciais da planta. Assim, cada gota expressa a configuração completa arquetípica da planta. 
            Isso implica que a medicina floral não é matéria próxima da prática da medicina clínica convencional, mas antes, ela se aproxima das formas de terapia correlatas à psicoterapia ou às terapias de autoconhecimento, que compreendem o ser humano de um ponto de vista arquetípico, holístico e integral, como a psicologia junguiana. Aqui, entramos em outro aspecto importante do mecanismo de ação da alquimia floral, ou seja, a sua ação psicológica de amplo alcance.
            Bach compreendeu que as doenças são causadas pela desarmonia entre a personalidade física (denominada, na psicologia junguiana, de Ego) e o Eu Superior (denominada de Self, na mesma teoria). Essa desarmonia entre a personalidade física (Ego) e o Eu Superior (Self) reflete-se em determinados tipos de peculiaridades mentais e atitudes presentes no indivíduo. Em linguagem psicológica (junguiana) essa desarmonia é compreendida como uma disfunção, ou melhor ainda, como uma cisão do eixo Ego-Self, ou o elo de comunicação com o interior de nossa Alma. Com isso, criamos uma separação, uma clivagem com o interior do nosso verdadeiro Eu. Semelhante a Jung, Edward Bach considerava essa desarmonia, algo mais importante de ser tratado do que a própria doença manifesta, física ou psiquicamente, até porque esta última é resultante dessa mesma desarmonia, e ao tratá-la, a doença automaticamente é eliminada.
            Bach foi um dos famosos médicos que perceberam a ligação doença-personalidade como provocada por padrões energéticos disfuncionais nos corpos sutis. Ele percebeu o relacionamento energético entre a mente e as qualidades magnéticas dos corpos sutis superiores, onde as faculdades mentais e emocionais que se manifestam através do cérebro e do sistema nervoso físico são produtos dos inputs energéticos provenientes dos corpos etérico, astral e mental, e de corpos energético-espirituais ainda mais sutis (superiores), como os corpos búdico, átmico, monádico e adi (formando um total de sete corpos sutis, energéticos, ou espirituais, tais como os conhecidos pela tradicional ciência esotérica da Teosofia). Graças à capacidade das essências florais atuarem energeticamente sobre esses corpos superiores, seus efeitos acabam atingindo a estrutura física mais densa, por ressonância descendente entre esses corpos mais sutis e a estrutura energética condensada do corpo material biológico.
            Em termos psicológicos, o indivíduo passa a gozar de mais harmonia interior através do aumento no alinhamento da personalidade física (Ego) com as energias psíquicas do Eu Superior (Self), o que redunda em maior paz de espírito e expressão de alegria. Através da correção desses fatores emocionais os pacientes são ajudados a aumentar a vitalidade física e mental, o que contribui para a cura de qualquer doença física.
            Bastante adiantado para a época, Bach descobriu também a ligação entre o estresse e as doenças, várias décadas antes que a maioria dos médicos contemporâneos começasse a se dedicar a essa questão. Isso o aproximou da linha de raciocínio que encontramos na psicossomática, e o distanciou da tendência da medicina analítica de que querer “abafar” os sintomas das doenças com o uso de medicações alopáticas. Isso reforçou a busca de Bach por recursos simples e naturais, para fazer com que as pessoas retornassem a um nível de equilíbrio harmonioso.
Como dissemos, essa busca de uma cura na natureza – uma busca legitimamente semelhante à dos alquimistas tradicionais – acabou levando Bach a descobrir as propriedades curativas das essências florais, e inspirou a criação da ampla variedade de sistemas florais de tratamento, presentes no mundo inteiro.

Referências Bibliográficas

FILHO, Henrique Vieira. Florais de Bach – uma visão mitológica, etimológica e arquetípica. 6ª ed. São Paulo: Ed. Pensamento-Cultrix, 2013.

CAMPOS, Gelse M.; FREITAS, Arlete F. Flores da Terra – Repertório de Florais de todas as partes da Terra. 2ª ed. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2004.

PEREZ, Magda Spalding. Alma das Flores. Pequeno dicionário de essências florais. Sem informações de Editora e ano de publicação.